Dorival evitou fazer previsões sobre o significado da demissão dias antes do clássico que define a classificação ou não do Inter à Libertadores. Afinal, um fato assim motiva ou desmobiliza o adversário? "Estaremos todos motivados. Podem ter certeza. Nem mais nem menos que alguém", afirmou o técnico: "O ambiente dele (Roth) com os jogadores é muito bom. Além disso, são profissionais e defendem uma camisa importante. O Grêmio pode não ter um objetivo em termos de classificação, mas segue a rivalidade", argumentou.
Dorival lembrou de situação semelhante, com ele próprio. Em 2008, ele anunciou que não treinaria o Coritiba no ano seguinte, apesar do desejo dos dirigentes em renovar por mais um ano, cinco rodadas antes do final do Campeonato Brasileiro. "A equipe continuou jogando, produzindo e rendendo. Terminamos a competição em uma posição equilibrada", lembra Dorival, que treinou o Vasco em 2009.
Apesar de estar atento aos últimos acontecimentos do Olímpico, o técnico colorado também tem preocupações no Beira-Rio. Na terça, D''Alessandro deixou o gramado mais cedo sentindo dores na panturrilha esquerda. Ele será avaliado novamente pelos médicos nesta quarta, mas já se tornou indefinição para o clássico.
Outra situação importante envolve Bolívar. Punido pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva a uma suspensão idêntica ao tempo que Dodô ficar fora do futebol, o zagueiro também é dúvida para o clássico. Apesar de a pena já estar em vigor, o departamento jurídico do clube ingressará com um pedido de efeito suspensivo. Se o tribunal acatar, ele joga o Gre-Nal. Caso contrário, será substituído por Índio.
O próprio Dorival será julgado pelo STJD na sexta-feira por sua expulsão contra o Flamengo. Se for punido, pode ficar fora da casamata durante o Gre-Nal.