"O D'Alessandro vinha apanhando desde o início do jogo", salientou. "Todos devem repensar no futebol esse negócio de que leva cartão por reclamação, mas bater pode bater à vontade", enfatizou Dunga.
O treinador afirmou que sem punição da arbitragem, o Rio Branco utilizou as faltas para barrar o Inter. "Quantas vezes o D'Alessandro ganhava o lance e o cara vinha dar sem bola?", questionou. E conforme Dunga, não só o meia argentino era alvo.
"Quando saía do nosso jogador, vinha um encontrão e uma pegadinha, em todos", avaliou o técnico. "Precisa preservar os bons jogadores, os caras técnicos", relatou.
Apesar da bronca com a violência, Dunga reconheceu que a atmosfera de competições eliminatórias é diferente e que o Inter precisa enfrentar os desafios. "A equipe da casa tem o jogo da vida. Eles entram dando a vida, marcando correndo e se dedicando. Nós temos que enfrentar, mas é importante jogar com o regulamento", ponderou.
Dunga explicou, também, a troca de Rafael Moura por Caio, essencial para a vitória. "Nosso time estava tendo dificuldades de servir o Rafael, então tiramos ele para colocar uma peça de mais velocidade e abrir espaço na defesa", comentou. "A gente esperava ter feito gol mais cedo, mas demonstramos que a equipe foi até o último minuto buscando o gol."