O treinador foi contratado pelo presidente Giovanni Luigi. Antes mesmo de definir e anunciar a sua cúpula do futebol - formada levando muito em conta questões político-eleitorais-, o presidente negociou por semanas até fechar a contratação de Dunga e do preparador físico Paulo Paixão. Só depois confirmou Marcelo Medeiros e Luis César Souto de Moura no comando do futebol.
Tanto Dunga quanto Paulo Paixão preferem tratar direto com Luigi os assuntos que consideram relevantes. Foi o que ocorreu na última semana, quando Paixão ficou sabendo que poderia ser demitido, caso Dunga também fosse. O preparador físico foi reclamar direto com Luigi.
Apesar disso, os dirigentes defendem o treinador, sobretudo publicamente. "Vamos dar toda a segurança e o respaldo para a comissão técnica, pois ela, junto com os jogadores, tem todas as condições de reverter o momento ruim que vivemos", enfatiza Luigi.
Os atletas são os mais fiéis - e, provavelmente, últimos - defensores de Dunga. Há, desde janeiro, um pacto de defesa mútua. Mas, até entre os jogadores, o técnico vai perdendo apoio nas últimas semanas. A falta de critério de algumas de suas mudanças na equipe está minando o grupo, sobretudo entre os mais experientes.
"Os jogadores não entendem, por exemplo, como o Ronaldo Alves sai do ostracismo à titularidade sem escalas, sendo que o Jackson estava concentrando para os últimos jogos. Ou como Alex pode ficar no banco quando D'Alessandro está suspenso. Falta critério", indica uma fonte consultada pela reportagem do CP.