Mesmo sem ter tratado com a direção do Inter a possibilidade de chegar ao Beira-Rio, Dunga demonstrou satisfação com o reconhecimento do trabalho feito no comando da Seleção. "Tenho observado que os torcedores concordam com o meu nome pelas redes sociais. Apesar do pouco tempo de trabalho, eu ganhei isso. Alguns dizem que só treinei o Brasil, um time sem expressão e importância", ironizou.
Dunga desmentiu que jamais assumiria um clube no meio da temporada. "Muitas pessoas têm falado por mim. Eu nunca disse isso. Dependo apenas do projeto e dos objetivos do clube", resumiu.
Facilidade em lidar com jogadores
Um dos problemas que contribuíram para a saída de Fernandão foram as relações de vestiário. Para Dunga, lidar com os jogadores é a tarefa mais fácil para um treinador. "É fundamental ter o vestiário na mão. Essa harmonia só aparece com transparência. Você tem que ser direto com eles (atletas), até porque os maiores interessados em vencer são os jogadores", explicou.
Dunga elogiou a estrutura do Inter e colocou o clube entre cinco maiores do Brasil. O capitão do tetra acredita que a temporada ruim só foi causada pelo excesso de lesões e desfalques. "O Inter perdeu jogadores importantes e o mesmo não aconteceu com o Fluminense. Quando perdia Deco, Fred e outros jogadores o desempenho não era o mesmo. Esse foi o diferencial", argumentou.
Sincero, Dunga disse que um acerto não passaria por um intermediário, que seria o ex-presidente da Federação Gaúcha de Futebol Emídio Perondi. "Eu não tenho procuradores e não falei com ninguém do Inter ou com o Perondi. Apenas tenho um advogado, responsável por elaborar os meus contratos. E nunca revelei minhas decisões a amigos", acrescentou.
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