Ao ser confrontado com a possibilidade de o Inter ceder o centroavante ao Palmeiras, que disputa a Libertadores da América, Dunga mostrou na prática como quer que ocorra o fluxo de informações. "Respeito a hierarquia e a situação do clube. Mas gosto que as coisas sejam comunicadas primeiro para mim, depois para o jogador e, no final, para os empresários. Quem comanda o vestiário sou eu e não gosto de surpresas", enfatizou.
O treinador deseja manter sob seu controle também os negócios do clube, sejam contratações ou vendas e empréstimos. Tal preferência também ficou evidente ontem, quando Dunga confirmou que vetou a saída de Rafael Moura: "Foi feito um questionamento e eu nem toquei adiante. O Rafael está desde o ano passado sem jogar, está se recuperando após uma cirurgia. Temos que deixar ele em forma para fazer a avaliação. Depois, poderemos tomar uma decisão. Antes, temos que dar chances para ele", defende. Por enquanto, a postura é aprovada pelos dirigentes: "Todas as questões são conversadas e analisadas em conjunto", explica o diretor de futebol, Marcelo Medeiros.
As preferências do treinador não chegam a ser novidade na intimidade do vestiário. Depois de quase quatro meses trabalhando no dia a dia com Dunga, dirigentes e funcionários estão se acostumando às exigências do treinador. Aqueles que não se adaptaram, já foram afastados. "O Dunga também não estava acostumado às rotinas de um clube. Então, está havendo um aprendizado mútuo", confirma um profissional ligado ao vestiário.