“Acho que o clássico foi normal. Mais uma vez ficamos com apenas nove jogadores e não perdemos o jogo”, disse, em referência ao último Gre-Nal do Olímpico, no ano passado. “A gente com várias partidas jogando fora de casa. O importante é somar pontos e esse conquistado aqui pode fazer a diferença lá na frente”, acrescentou.
Apesar dos mistérios durante a semana Gre-Nal, Dunga disse que o esquema de 3-5-2 do Grêmio não surpreendeu os colorados. “O Grêmio já tinha jogado assim outra vez que o Renato esteve aqui. O que alterou um pouquinho é que os zagueiros ficaram mais atrás”, comentou. Sobre a improvisação de Jorge Henrique na lateral no segundo tempo, ele disse: “Ele é mais agressivo, aproxima mais rápido do adversário. Tirei o Ednei e coloquei ele ali para nos dar mais consistência”.
Assim como D’Alessandro e o presidente Giovanni Luigi, o comandante colorado teceu críticas à arbitragem. “Se desse vermelho em toda situação igual ao do Fabrício, o jogo ia ficar com cinco ou seis jogadores em cada time. O Damião saiu do jogo com a camisa toda arranhada, parecia que foi para uma guerra”, observou.
O técnico voltou a falar que o ano será complicado para o Inter por estar sem casa, devido às obras no Beira-Rio. “Esse ano vamos jogar sempre fora de casa. Jogávamos em Caxias do Sul com 2 mil torcedores. O Grêmio hoje, jogou com 60 mil, por exemplo. Espero em Novo Hamburgo é que a torcida venha para apoiar a equipe. Tem que estar ao lado do time mesmo na derrota.”