Dizendo-se já em condições de estrear, Ratinho afirmou que primeiro quer se ambientar ao grupo e que está consciente que começa sua trajetória na reserva de Nei: “Ele é titular absoluto. Estou consciente disso”. Mas a condição não o desanima: “Vou procurar dar dor de cabeça ao professor Dorival”, acrescentou. “Acredito no meu potencial.”
Aos 26 anos, Ratinho disputou o Campeonato Paulista pelo Mogi Mirim, embora seus direitos federativos pertencessem ao Mallorca, da Espanha. Sua volta ao Brasil foi para o São Paulo. Mas lá não teve muitas oportunidades. Não por falta de talento, garante. E sim por uma rusga entre o então técnico Paulo César Carpeggiani e o meia Rivaldo: “Eu vim (ao São Paulo) indicado pelo Rivaldo. Mas o Carpeggiani era contra a contratação do Rivaldo, acho que foi por isso”.
No Inter, a situação foi diferente. “Não teve indicação direta e sim o interesse com o clube”, explicou ele, que em sua época de São Paulo chegou a ser companheiro de Fernandão, atual diretor técnico do Inter.