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Eleição do Inter promete disputa acirrada por vagas no segundo turno

Roberto Melo, José Alfredo Amarante e Leonardo Aquino tentam conquistar os votos dos conselheiros na próxima segunda-feira

Caberá aos associados, em segundo turno, definir quem será o novo presidente do Inter
Caberá aos associados, em segundo turno, definir quem será o novo presidente do Inter Foto : RICARDO DUARTE / INTER / CP

Enquanto o Inter luta dentro de campo para permanecer na Série A do Campeonato Brasileiro, nos bastidores a disputa também é acirrada. Roberto Melo, José Alfredo Amarante e Leonardo Aquino intensificam os contatos com os conselheiros em busca de uma das duas vagas no segundo turno da eleição presidencial, que definirá o sucessor de Alessandro Barcellos. A primeira etapa do pleito será realizada na próxima segunda-feira, no Conselho Deliberativo, e as projeções indicam uma votação equilibrada, sem um favorito claramente identificado.

Ao todo, 338 conselheiros estão aptos a participar. A expectativa é de que pouco mais de 300 compareçam para votar, entre 19h e 21h. A apuração deve ser rápida: em menos de meia hora, a tendência é que sejam conhecidos os dois candidatos mais votados, que avançarão para a etapa seguinte, marcada para 12 de dezembro. A votação dos associados ocorrerá uma semana após a última rodada do Brasileirão, quando também estará definido o desfecho da luta colorada pela permanência na Série A.

A movimentação nos bastidores ganhou intensidade nas últimas semanas. Os três postulantes, acompanhados de seus principais articuladores, têm procurado individualmente os conselheiros para consolidar apoios. Existem levantamentos e projeções sobre a distribuição dos votos, mas a margem de incerteza é grande. Afinal, nem todos os compromissos assumidos reservadamente durante a campanha necessariamente se confirmam diante da urna.

O CP conversou com os três candidatos na tarde de ontem, exatamente uma semana antes da votação. Todos demonstraram confiança na classificação para o segundo turno, embora apresentem avaliações diferentes sobre a composição dos apoios e o cenário eleitoral. A indefinição é um retrato do equilíbrio que marca a disputa.

Independentemente de quem avance e, posteriormente, seja eleito, o próximo presidente encontrará um Inter diante de desafios importantes. Depois de seis anos sob o comando de Alessandro Barcellos, o clube chega ao fim do ciclo com uma dívida enorme e três transfer bans ativos. As punições impedem o registro de novos jogadores, mesmo que haja recursos disponíveis para reforçar o elenco. Antes de contratar, o Colorado precisará quitar os débitos que originaram os bloqueios.

O quadro esportivo também preocupa. Pelo segundo ano consecutivo, o Inter chega à reta final do Brasileirão envolvido na luta contra o rebaixamento. Uma eventual queda agravaria consideravelmente a situação financeira, com redução das receitas e dificuldades adicionais para honrar compromissos. Nesse cenário, o clube poderia se aproximar de uma condição de insolvência.

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