Agora, o Inter dá um tempo no Brasileirão. A delegação inicia sábado a viagem para a Alemanha, onde disputará a Copa Audi. A estreia no torneio, em Munique, ocorre terça-feira, contra o Barcelona. Na volta, o retorno será em 31 de julho, contra o Atlético-GO, no Beira-Rio.
O Avaí não quis saber dos problemas do Inter e partiu para cima assim que a bola rolou na Ressacada. Antepenúltima colocada no início da rodada, a equipe catarinense deu um calor na defesa colorada, que teve como
alicerces os bicampeões da América Bolívar e Índio. Mas teimou em não chutar, a exemplo de Cléverson, que custou para chutar tendo a bola dominada na entrada da área.
Em alguns momentos, o Inter acordou. Tinga testou forte aos 10 minutos, mas sem direção e pifou Fabrício – que havia entrado no lugar do lesionado Zé Roberto ainda no começo da partida – em rápido contra-ataque aos 16, mas o meia demorou para chutar e deu chance à defesa. Atrás, Muriel se consagrou de tanto abandonar a meta para afastar os levantamentos sempre vindos direita do ataque avaiano.
Pouco acionado na frente, Leandro Damião ainda quase marcou contra aos 28, quando desviou um dos levantamentos vindos da direita. Obrigou Muriel a mudar o movimento e protagonizar uma grande defesa. No fim do primeiro tempo, o centroavante acertou o lado e obrigou o camisa 1 a fazer boa intervenção, quando cabeceou para baixo.
Quando a etapa inicial se encaminhava para o 0 a 0, Bolívar cometeu pênalti em William aos 45 minutos. O próprio atacante foi para a cobrança. Ele bateu e Muriel defendeu, mas... deu rebote. Daí o mesmo William acertou e abriu o placar, em lance que motivou muita reclamação por parte dos jogadores do Inter.
Se já estava truncado na etapa inicial, piorou no começo do segundo tempo. Além de ganhar em mais nervosismo – D’Alessandro e Leandro Damião levaram cartão amarelo por reclamação. Menos mal que Osmar Loss já tinha Andrezinho de volta. Recuperado da lesão que o afastava desde a final do Gauchão, o meia entrou aos 17 e, quatro minutos depois, provou que continua o mesmo talismã. Em jogada pelo meio, ele tabelou com Damião e concluiu para igualar o placar. A virada veio logo depois, aos 24, quando Nei desceu pela ponta e fez um cruzamento perfeito para Leandro Damião – do lado certo – testar e virada: 2 a 1.
Com Andrezinho, D’Alessandro reapareceu para o jogo e o Inter deixou a apatia da primeira etapa de lado. Desesperado, o Avaí tentou ataques, mas aí faltou a qualidade. Aos 29, Gustavo Quadros recebeu na área colorada. Tentou girar para os dois lados, demorou e perdeu a bola. Pouco depois, William recebeu na meia-lua e chutou para fora.
Na base do mais batido ditado do futebol, segundo o qual "quem não faz, leva", o Inter aproveitou a inoperância do ataque rival. Aos 45, Leandro Damião recebeu na entrada da área e, mesmo com D’Alessandro – livre – ao seu lado, arriscou. A bola foi para fora e o atacante levou um belo pito do gringo. No minuto seguinte, de novo, Damião recebeu na área – e novamente D’Ale estava solto ali do lado. Dessa vez ele tocou. Aí foi gol. E a coruja estava, definitivamente, pelada.
Brasileirão – 11ª rodada
Avaí 1
Felipe; Gustavo Bastos, Dirceu e Bruno (Leandrinho); Arlan; Diogo Orlando (Robinho), Batista, Cleverson (Rafael Coelho), Pedro Ken e Romano. William. Técnico: Alexandre Gallo.
Inter 3
Muriel; Nei, Bolívar, Índio e Kleber; Guiñazu (Andrezinho), Bolatti, Tinga e D'Alessandro; Zé Roberto (Fabrício/Elton) e Leandro Damião. Técnico: Osmar Loss.
Gols: William (46/1º), Andrezinho (20/2º), Leandro Damião (24/2º) e D’Alessandro (46/2º)
Cartões amarelos: Arlan e Bruno; Bolatti, Leandro Damião e D’Alessandro;
Árbitro: Felipe Gomes da Silva (RJ), auxiliado por Dibert Pedrosa Moisés (RJ) e José Amilton Pontarolo (PR);
Local: Estádio da Ressacada, em Florianópolis (SC).