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Em sua segunda passagem no Inter, Coudet demonstra maior capacidade de adaptação

Ao contrário da primeira vez em que treinou o clube gaúcho, técnico mudou o comportamento e mostra mais flexibilidade em relação ao uso do elenco

Foto : Ricardo Duarte/ Inter / CP

A qui e ali, Eduardo Coudet perde a paciência com um ou outro questionamento da imprensa e atravessa uma resposta. Mas, diferentemente do que fazia em sua primeira passagem pelo Inter, em 2020, ele não reclama publicamente do grupo, dos jogadores à disposição e nem do calendário apertado.

Segundo o presidente Alessandro Barcellos, a nova postura ocorre porque o técnico sabia, antes de ser contratado, com quais peças contaria durante a nova empreitada. Após uma reunião que durou quase dois dias em Buenos Aires, no qual foi apresentado o plano para o segundo semestre, ele aceitou o convite e foi anunciado, substituindo Mano Menezes.

Coudet foi contratado em julho. Ou seja, a janela estava aberta e havia tempo tanto para a vinda de reforços quanto para a venda de jogadores. O Inter acabou fazendo dois acréscimos ao grupo (os laterais Hugo Mallo e Dalbert) e não perdeu ninguém, contrariando as expectativas dos próprios dirigentes. Portanto, o grupo que trabalha neste momento sob o comando de Coudet para enfrentar a semifinal da Libertadores e o resto do returno do Brasileirão é melhor do que aquele que o próprio técnico considerava.

Por isso, ele não reclama. “Quando fomos conversar com o Coudet, passamos um dia e meio trabalhando em cima do elenco e do grupo. Depois, decidimos os detalhes do contrato em menos de 10 minutos. O Coudet já conhecia o elenco e nós vamos analisando jogador por jogador, avaliando como cada um se encaixava. Também fomos muito claros de possíveis contratações e saídas. Então, fomos muito claros com ele desde o início. E ele respondeu que o grupo é bom e que tinha qualidade para brigar pela Libertadores”, lembrou Alessandro Barcellos.

Outra característica que Coudet mostra em sua nova passagem pelo clube é a capacidade de encontrar nos jogadores disponíveis as características indicadas para a sua ideia tática. Ele próprio confirmou que adquiriu essa flexibilidade mais recentemente.

“A verdade é que a medida que vai passando o tempo, você se adapta como treinador e vai melhorando o conceito, porque acho quase impossível não evoluir. Todos os treinadores adquirem coisas com o tempo”, disse ele, após a vitória de virada sobre o São Paulo, na última quarta-feira, por 2 a 1.

Agora, Coudet dedica-se a encontrar uma estratégia que contemple a montagem de um time competitivo para o jogo contra o Athletico Paranaense, nesta quinta-feira, em Curitiba, com a necessidade de preservar os jogadores para a primeira partida contra o Fluminense, na quartafeira seguinte, no Maracanã. A tendência é a utilização de todos os titulares, mas alguma preservação pode acontecer.