A ideia, porém, é resistir. Para isso, Prates elaborou um plano para elevar a remuneração do atacante a ponto de compensar a permanência pelo menos até o final do ano. Trata-se de um projeto de marketing, arquitetado em conjunto com uma empresa especializada, que busca explorar a imagem do atacante.
A inspiração vem de Santos e chama-se Neymar, que ganha, juntando salários e contratos de patrocínio, uma remuneração compatível com a que ele poderia receber na Europa. "É um plano comercial. Então, mesmo que ele fique no Inter, não vai perder dinheiro", explicou Prates.
Apesar do plano e da intenção de Damião de permanecer - repetida a cada entrevista -, o empresário sabe que é uma tarefa complicada. A cada gol, a cada convocação, o valor de mercado do jogador aumenta. "O Damião não está a venda. O Inter já deixou isso claro. Mesmo assim, já recusamos uma proposta de 14 milhões de euros de um clube do Leste da Europa. Consideramos o valor baixo", prossegue. Prates embarca para a Europa em junho. Lá escutará os planos de alguns dos maiores clubes do mundo para o centroavante.
Se as previsões da direção confirmarem-se, a venda de Damião será a mais rentável da história do Inter, superando a de Alexandre Pato. Em 2007, o clube vendeu a sua parte (50%) dos direitos federativos do atacante, então com 17 anos, para o Milan por 20 milhões de dólares (cerca de R$ 33 milhões). A expectativa é que Damião, do qual o Inter tem 70% dos direitos, saia por mais ou menos 25 milhões de dólares (R$ 41 milhões).