Naquele ano, Rafael Moura foi um dos destaques do Goiás, vice-campeão da competição continental. O jogador marcou oito gols e foi determinante na campanha. Até pelas boas lembranças, Ernando relembra a situação. “Jogamos juntos no Goiás, disputamos a final passando por vários adversários difíceis, inclusive o Palmeiras, que perdemos em casa e revertemos fora ganhando por 2 a 1. Fomos para final e perdemos nos pênaltis. Seria um título inédito para o Goiás. É uma competição importante e estamos entrando nela com objetivo de ganhar. Ele foi muito bem na Copa Sul-Americana, foi artilheiro, e não sei porque não foi eleito melhor da competição”, defendeu Ernando.
A fase de Rafael Moura era boa até o jogo do último sábado. O centroavante é o artilheiro colorado no ano, com 15 gols. Tem o mesmo posto no Brasileirão, com quatro. Quando chegou ao Inter, em 2012, e ano passado, sofreu contestações, até pelos valores envolvidos na transação com o Fluminense. No entanto, este ano, com a presença de Abel Braga, passou a ser titular absoluto e jogador da confiança do treinador, com quem já havia trabalho no clube carioca.
“O Moura é um cara que todos gostam, é excepcional, teve sequência e marcou gols no começo do ano. Atacante quando não faz gols é cobrado. Mas ele tem a cabeça boa, está tranquilo e vai nos ajudar. Vai voltar a fazer gols. Nosso time vem fazendo bons jogos no Brasileiro, até essas duas derrotas, estávamos bem. Mas temos um poder de reação forte. O atacante passa por fases boas e ruins, espero que possa voltar a balançar as redes e nos ajudar nas competições”, projetou o zagueiro colorado.