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"Escurinho foi um dos melhores cabeceadores que já vi", lembra Larry

Em velório, ex-jogador do Inter se despediu do atacante que marcou época no Beira-Rio

Morreu Escurinho, atacante que marcou época no Beira-Rio
Morreu Escurinho, atacante que marcou época no Beira-Rio Foto : Arthur Puls
Familiares, ex-jogadores e fãs foram até a Capela Nossa Senhora da Vitória, no estádio Beira-Rio, para prestar a última homenagem ao ex-atacante do Inter Luís Carlos Machado, o Escurinho. A cerimônia, que começou na madrugada desta quarta-feira, antecede o sepultamento de Escurinho, marcado para as 17h no cemitério João XXIII. Outro ídolo colorado, Larry Pinto de Farias, esteve presente na ocasião e lembrou da grande virtude do centroavante. "Ele foi um dos melhores cabeceadores que eu já vi", disse. 

Larry fala com propriedade de Escurinho porque, durante a década de 50, integrou um dos times mais famosos da história do Inter: o Rolo Compressor. O "Cerebral" (apelido de Larry) salientou a capacidade de decisão de Escurinho. "Mesmo sem ser titular absoluto, Escurinho entra nos jogos e decidia."  

O professor aposentado Alfeu Gubert teve a oportunidade de assistir o atacante no Beira-Rio nos anos de 1975 e 1976 e conviver com Escurinho depois de encerrar a carreira. “Era uma pessoa muito alegre, que gostava de música, tocar à noite, compor. Sempre uma conversa muito agradável”, disse. “Para mim o momento mais marcante foi a tabela de cabeça com o Falcão na semifinal de 1976 contra o Atlético-MG. Um gol antológico”, descreveu Alfeu.

O aposentado Cesar Ambrósio teve a chance de disputar posição com Escurinho nas categorias de base do Inter. “Desde cedo dava para perceber que seria um grande atacante. Mesmo novo o cabeceio era sua grande marca”, comentou ele.

Escurinho morreu vítima de complicações do diabetes e da doença renal crônica, que já estava em estágio terminal. Ele já havia tido parte da perna esquerda amputada em 2009 e parte da direita neste ano. Para ajudar no combate à doença, o Inter doou a bilheteria do filme "Nada vai nos separar", além de promover outras ações, como a deste mês, quando doou uma camiseta do clube e do Coritiba, onde Escurinho também, jogou, autografadas.

O jogador ficou marcado pela quantidade de partidas que decidiu para o Inter, inclusive muitos Gre-Nais, de uma maneira peculiar: começava no banco de um time cheio de craques, entrava no segundo tempo e marcava gol (ou gols) de cabeça. Ele participou de um dos lances mais antológicos da história do Beira-Rio:

• Assista o vídeo da tabela entre Escurinho e Falcão no gol do Inter na semifinal do Brasileirão de 1976


Filho falou com Escurinho ao meio-dia

Escurinho estava internado no Hospital de Clínicas desde abril. Nessa segunda-feira, ele havia recebido alta do Centro de Tratamento Intensivo e ido para o quarto. Ao meio-dia desta terça, o ex-jogador foi visitado pelo filho Cassios Machado.

“Ele estava confiante na melhora. Fui lá e conversei com ele hoje, mas mais tarde ligaram do hospital dizendo que teve complicações”, relatou Cassios.

O Inter publicou em seu site oficial uma nota de pesar pela morte de Escurinho. Até o rival Grêmio se manifestou em respeito ao ex-jogador, em postagem no Twitter do clube.


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