“A CBF e a Fifa tem seus projetos e suas coisas, mas o Inter tem as suas”, afirmou Martins, durante o programa Repórter Esportivo, na tarde desta terça-feira. “Temos que ter cautela.” Martins lembrou, sem citar nomes, que muitos dos atuais gestores do clube participaram das discussões sobre as reformas no ano passado e que estão cientes da situação. “Passamos o ano passado inteiro discutindo.”
Ele não soube explicar o porquê da paralisação das vendas dos camarotes do Beira-Rio. A verba que seria arrecadada estava prevista para ser utilizada nas reformas e foi interrompida em janeiro, quando a nova direção assumiu. Segundo o ex-vice-presidente, “o ritmo de vendas era dentro do previsto” na gestão passada, que não defendia parceria para as obras, ao contrário da atual.
Em entrevista ao Correio do Povo na semana passada, o executivo-chefe colorado, Aod Cunha, alertou para a difícil situação financeira que o Inter vive e revelou que 2010 terminou com déficit de cerca de R$ 20 milhões. Na noite de segunda-feira, o conselho consultivo se reuniu para tratar sobre o assunto. A Fifa exige um posicionamento do Inter e quer as reformas totalmente concluídas dentro de 21 meses.