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Ex-técnico não se surpreende ao ver Moledo na Seleção

Zagueiro do Inter chamou a atenção após parar Taison e Nilmar na Copa do Brasil de 2009

Com bom começo em 2013, Rodrigo Moledo chegou à Seleção
Com bom começo em 2013, Rodrigo Moledo chegou à Seleção Foto : Fabiano do Amaral
A vida de Rodrigão deu voltas nos últimos quatro anos. À época, em 2009, o então zagueiro do União Rondonópolis deu trabalho a Taison e Nilmar na primeira fase da Copa do Brasil. Tanto que, no ano seguinte, desembarcou no estádio Beira-Rio para atuar no Inter, “virou” Rodrigo Moledo, destacou-se e chegou à Seleção Brasileiro.

O então comandante do defensor naquele ano, Zé Humberto, hoje treinador do Palmas, do Tocantins, não se surpreende com o sucesso obtido pelo jogador. Ele mesmo já previa o futuro de Moledo, em conversas com o zagueiro. Gostou tanto de trabalhar com o hoje titular do Inter que quando saiu do Rondonópolis, quis o levar junto para o Itumbiara. Mas as negociações com o Colorado já tinham começado. Moledo negou convites de Náutico e Ponte Preta para defender o time B do Inter.

“Eu que lancei ele na oportunidade. Tinha três zagueiros e procurei um jogador que poderia marcar o Taison. Acabamos vencendo em casa e perdendo fora e ele foi destaque nos dois jogos. Aí disse para ele que estaria Seleção nos próximos dois anos, que ele tinha potencial. É um jogador humilde. E graças a Deus, ficamos feliz por saber que ele está na Seleção. Espero que ele possa se manter para jogar a Copa do Mundo”, afirmou Zé Humberto.

As qualidades que colocam Moledo como um zagueiro de perfil europeu, na visão do técnico, já poderiam ser vistas à época. O confronto com o Inter foi em 2009, quando o defensor tinha 21 anos. Hoje prestes a completar 26, Moledo vive ótima fase: é titular absoluto ao lado de Juan na defesa colorada. Jogando juntos, ambos tem sete partidas e sete vitórias.

“Ele tem a velocidade e é muito disciplinado taticamente. É um jogador aplicado, taticamente muito aplicado. Isso fez com que fizesse duas grandes partidas lá em 2009 e parasse Taison e Nilmar. É bom na bola aérea, veloz, é comprometido com o trabalho e com o clube que está. A prova é que lá do União foi para o Inter. Ele tem continuar desta forma para conseguir a vaga na Seleção”, avaliou Humberto.

“Falei para ele sempre que o que está acontecendo iria acontecer. Mas que teria que manter o comportamento, estava sempre conversando porque ele era um menino jovem. Sempre mandando algum recado com conhecidos para que pudesse continuar do jeito que foi. Felizmente aconteceu, que ele tenha bastante sucesso no Inter”, comentou o treinador.

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