Somente em treinadores a gestão Alessandro Barcellos apostou em quatro estrangeiros: Miguel Ángel Ramírez, Diego Aguirre, Alexander Medina e Eduardo Coudet. Quando o assunto é jogadores, por óbvio, a lista é maior de investimentos. Depois de recentes saídas e chegadas, atualmente são sete os profissionais que não falam português vestiário colorado, cada um em um contexto diferente.
Depois de colocar luz nos principais nomes como Valencia, Borré e Alario, hoje o Correio do Povo fala de quatro atletas que vivem situações também distintas no clube e resgata ainda opiniões a respeito de quem teve, com praticamente todos eles, tantos os que saíram quando os que chegaram, algo a respeito: Eduardo Coudet.
Convidamos Gutiéri Sanchez, comentarista da rádio Guaíba, Cristiano Silva repórter do mesmo prefixo e o analista de desempenho Gabriel Corrêa a opinar a respeito. Para cada um deles repetimos a questão sobre expectativa e realidade de alguns dos nomes que "hablan" no Beira-Rio.
Coudet
Gutiéri Sanchez: : Não concordo com a expectativa criada, mas sei que ela sempre esteve alta na maioria dos torcedores. Obviamente, em que pese alguns bons momentos, me pareceu alguém com extrema dificuldade com a pressão e insucessos. Ostentou um status de ídolo, mas nunca fez algo para tal. Portanto, diante de toda a expectativa, correta ou não, foi um fracasso, quando comparada com a realidade.
Cristiano Silva: Não tinha expectativa nenhuma. Sempre achei um técnico médio e que abandona o time quando se sente acuado. Foi assim na primeira passagem e foi assim de novo agora. Foi embora no meio do trabalho porque nao tem capacidade emocional para dar sequência naquilo que inicia.
Gabriel Corrêa: Fez um ótimo trabalho na sua chegada. A expectativa em 2024 era grande, mas me parece que o contexto do Rio Grande do Sul mais algumas decisões na temporada não ajudaram a cumprir para o ano.
Rochet
Gutiéri Sanches: Gerou expectativa e correspondeu. Para além da questão técnica de um arqueiro, possui papel fundamental e raro, neste elenco do Inter: liderança. Principal acerto, desta leva de estrangeiros.
Cristiano Silva: Esse tenho grande expectativa desde que foi contratato, embora quando tenha vindo, o Inter tinha um bom goleiro que era o Jhon, hoje no Botafogo. Minha expectativa era alta e está se confirmando. Além de um bom grande goleiro é uma liderança, goleiro de seleção uruguaia. Essa é uma contratação acertada da direção.
Gabriel Corrêa: Foi se tornando um líder dentro e fora de campo do Inter, uma das melhores contratações por todo contexto do clube nos últimos anos.
Mercado
Gutiéri Sanchez: Cumpriu bem. Chegou em um momento de declínio, pela idade, mas com um status interessante de liderança. Assim como Rochet, cumpre muito bem este papel. Tem suas qualidades, mas já não consegue entregar como antigamente, com quase 40 anos.
Cristiano Silva: Era um cara de Copa do Mundo, pensei: "vai vir um xerifão" para a zaga do Inter, mas como o passar do tempo ele não se tornou esse xerifão. Para mim é um zagueiro nota 6.
Gabriel Corrêa: É um líder dentro e fora de campo, mas não vive seu melhor momento. Nesta fase da carreira, precisa estar no topo físico e um contexto melhor para render o máximo. Mas fez um grande 2023.
Bernabei
Gutiéri Sanchez: Chegou apenas para compor elenco. Sem nenhuma expectativa. Isso o ajuda, mas a realidade não empolga. Demonstra ímpeto, apoio ofensivo interessante. Peca defensivamente e não há perspectiva de superar o que se espera, desde sua chegada.
Cristiano Silva: Não tinha expectativa quando veio até porque no Lanus era meia. Se tornou lateral na Escócia. Agora, esse Bernabei que está jogando agora eu não sei porque o Coudet não botava para jogar, pois ele é melhor do que o Renê. Então tinha que estar jogando.
Gabriel Corrêa: Um lateral que tem no seu melhor o poder ofensivo, mas que defensivamente sempre teve problemas e ficaram em maior evidência ao chegar numa competição de nível maior na relação Escócia/Brasil.
Rogel
Gutiéri Sanches: É cedo demais para falarmos em realidade. Mas de expectativa, sim. Chega sem muita. Fez bom trabalho no Estudiantes, mas sofreu com lesões na Alemanha. A chance de fazer algo razoável é grande, já que não se coloca tanta esperança em seu desempenho. Pode ajudar, mas ainda uma incógnita.
Cristiano Silva: Não tenho expectativa nenhuma. Difícil falar dele agora, jogou muito pouco
Gabriel Corrêa: Uma possível liderança, bom perfil de jogo aéreo e que pode ajudar o Inter defensivamente e ofensivamente com gols de cabeça. A expectativa é quanto seu físico após tanto tempo parado. Mas é um bom defensor.