A tatuagem foi feita sobre um autógrafo do meia colorado, que assinou o antebraço esquerdo de Mariana ontem. Mas o plano dessa homenagem era bem mais antigo e foi traçado meticulosamente. “Eu já queria fazer essa tatuagem faz tempo, mas não gosto do assédio que tem no treino. Então, larguei meu outro trabalho e consegui um emprego no Inter. Aí foi mais fácil de encontrá-lo ‘em um dia bom’”, contou a funcionária do atendimento ao sócio do Inter.
Convicta, Mariana não deu ouvidos nem aos apelos da mãe e insistiu na tatuagem do autógrafo – a primeira em seu corpo. “Ela até me ameaçou dizendo que faria em qualquer lugar se eu não assinasse a autorização”, contou a mãe da fã, Maria Silveira. “E ia fazer mesmo”, completou a filha. “Agora quando chegar em casa, o bicho vai pegar”, alertou a mãe, em um riso sério.
Além da tatuagem no braço, a idolatria por D’Alessandro foi responsável por Mariana trocar o Grêmio pelo Inter, conforme a mãe de Mariana. “Ela ia até para a janela gritar os gols”, entregou ela, enquanto a filha apresentou outra versão: “Eu comecei a gostar de futebol por causa do D’Alessandro, nem assistia antes”.
Apesar da tatuagem, fã não acredita na permanência de D’Ale
Assim como a maioria dos torcedores colorados, ela torce para que D’Alessandro permaneça no Beira-Rio, porém não mostra muita fé. “Acho que ele vai nos deixar. Não é nem por ele, mas pela família dele, porque a proposta é muito boa”, especulou. “O que a torcida fez no jogo contra o Once Caldas foi muito bonito e o que ele falou depois da partida me fez até chorar.”
E se caso D'Alessandro vá mesmo para o futebol chinês e depois volte para jogar no Grêmio? Azar, isso não a magoaria: “Sou apaixonada pelo o que ele é e não pelo jogador. Ele é um cara muito simples, muito humilde”, descreveu ela, que tem um caderno cheio de fotos do ídolo em casa. “Ele é o melhor.”