Ele recebe um time abatido e em flagrante crise. Para completar, enfrenta o Palmeiras, atual líder do Brasileirão, domingo, no Beira-Rio. “No Sport, fizemos um trabalho de pronto-socorro. Temos que fazer o mesmo aqui”, afirmou o ex-craque, lembrando de sua passagem pelo clube pernambucano. “Primeiro, temos que dizer aos jogadores que ninguém está no Inter por acaso. Eles têm qualidade, mas precisam recuperar a confiança”, indica o treinador.
Falcão, agora, prefere falar do presente e do futuro. “No passado, não encontramos ninguém”, filosofa. Apesar das insistências, não repetiu as acusações que marcaram a sua despedida anterior, quando, após pouco mais de três meses, foi despedido pelo então presidente Giovanni Luigi.
Apesar de ter comandado o time na conquista do Gauchão, também era o técnico na desclassificação nas oitavas da Libertadores diante do Peñarol dentro do Beira-Rio. Quando caiu, vivia uma sequência de três derrotas no Brasileirão.
Para recuperar-se, sonha com o título que o clube não conquista desde 1979, quando ele ainda jogava e era, inclusive, o capitão daquele time que não perdeu nenhum jogo no Brasileirão. “Ser campeão brasileiro seria o fechamento de uma história extraordinária”, enfatiza Falcão, que, embora não admita, pressente que está diante da derradeira oportunidade de treinar, com sucesso, seu time do coração: “Vou viver o Inter daqui para a frente”.