Falcão garante que não lembra o ano em que recebeu o convite, mas recorda bem da resposta que deu: "Minha praia é aqui (Beira-Rio)". Ele explica:
"Como jornalista na época, foi a maior demonstração de imparcialidade que eu tive, ser convidado para treinar o Grêmio. Claro que não aceitei, com todo o respeito. Tenho uma relação de 16 anos como jogador do Inter. Fiz todas as categorias que era possível, escolinha, mirim, infantil, infanto-juvenil, juvenil e profissional. Na época era assim, e eu passei por todas".
De acordo com Falcão, a imparcialidade agora acabou. "Como expliquei na apresentação, essa relação ficou anestesiada enquanto eu era homem de imprensa e tinha que ser imparcial. Mas agora eu sou bem parcial. Estou no meu time, o time em que eu me criei, em que vou tentar fazer história como treinador. Não sei se vou conseguir, mas sei que minha história como jogador nunca vai ser apagada".
Falcão também explicou qual sua proposta para ter um Inter com o seu toque de treinador. "Para mim o mais importante não é a dura linha de quatro. O mais importante é criar uma situação para fazer um time compactado", analisou. "Independentemente de ser 4-3-3, 4-2-3-1, 4-4-2, pretendo ter um time em que cada jogador fique muito perto um do outro. Vou tentar, ainda não sei se vou conseguir", enfatizou o técnico.