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Falta de informações emperra negócios do Inter

Reforços só devem ser anunciados após posse de Marcelo Medeiros

Falta de informações emperra negócios do Inter
Falta de informações emperra negócios do Inter Foto : Ricardo Duarte / Inter / Divulgação / CP
Desde que Marcelo Medeiros foi eleito presidente do Inter, há dez dias, Roberto Melo vai diariamente ao CT Parque Gigante. O novo vice-presidente de futebol trabalha na prospecção de negócios e na elaboração dos planos para 2017. Porém, a efetivação de contratações ou a cedência de jogadores do atual grupo só devem ocorrer após o término da gestão de Vitorio Piffero. Os novos dirigentes, aliás, não têm sequer um mapa da situação financeira do clube, o que inviabiliza investimentos de maior porte antes do início de 2017.

“Estamos tentando tomar pé da situação, mas não há uma definição clara das coisas”, observa Melo, que continua: “Pela grandeza do clube, a gente tem uma noção que negócios menores podem ser feitos. Mas coisas maiores não tem como fazer, porque não conhecemos a capacidade de pagamento do clube no início de 2017”.

Segundo ele, há a promessa de que dados mais concretos serão repassados pela atual gestão aos novos dirigentes nos próximos dias. Com base nessas informações, alguns negócios podem ser acelerados. No entanto, os anúncios de reforços só serão feitos após 2 de janeiro, quando Medeiros oficialmente tornar-se presidente do Inter.

Não haverá, porém, uma reformulação total do grupo de jogadores — até por falta de recursos. A base da equipe de 2017 será a mesma que terminou o Campeonato Brasileiro entre os rebaixados para a Série B. Serão contratados poucos jogadores, para posições pontuais. “Não há esse negócio de troca de fotografia. A gente vai suprir algumas carências do time, aquelas que todo mundo sabe quais são. O grupo tem qualidade, mas precisa de um equilíbrio maior. Os jogadores que estão aí, com um esquema melhor, podem render mais. Temos que recuperá-los, pois são o patrimônio do clube”, afirma.