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Falta de manutenção pode ter causado apagões no Beira-Rio

Episódio causou constrangimento entre dirigentes do Inter

Falta de manutenção pode ter causado apagões no Beira-Rio
Falta de manutenção pode ter causado apagões no Beira-Rio Foto : Fabiano do Amaral
Foram mais de 30 minutos sem luz, divididos em três blecautes antes e durante o primeiro tempo da partida entre Inter e Veranópolis, nessa quarta-feira. Com o Beira-Rio às escuras, o jogo foi interrompido, causando constrangimento aos dirigentes — que, afinal, administram um estádio reinaugurado há apenas dois anos, dotado dos mais modernos equipamentos, inclusive de fornecimento de energia. O problema é que a infraestrutura não funcionou corretamente, provavelmente por falta de manutenção adequada.

“Os problemas ocorreram por causa de dois picos de energia na rede da CEEE (Companhia Estadual de Energia Elétrica), que fizeram os nossos equipamentos se desligarem”, explicou o vice-presidente de administração do Inter, Emídio Marques Ferreira. A empresa, porém, não confirma a informação e alega que os problemas foram internos.

A conselheira Diana Oliveira, que é arquiteta e acompanhou de perto a reforma do Beira-Rio como uma das vice-presidentes do clube, afirmou, em reunião do Conselho Deliberativo no ano passado, que os equipamentos não estavam recebendo a devida atenção dos atuais dirigentes. “Eu já fiz esse alerta dentro do Conselho. O clube precisa de um plano de manutenção e operação do estádio. O sistema de nobreaks não é o único que é complexo. Há outros, como os de climatização, de iluminação, de elevadores, etc”, observou.

Emídio reconhece que não há contrato de manutenção dos nobreaks — que deveriam manter a luz ligada quando falta energia — em vigência. Mas o problema não é de hoje: “Não rompemos nenhum contrato. Quando assumimos, já não havia um”.