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Fator Piffero pode definir eleição no Inter

Caso ex-presidente decida não concorrer, candidatura de Medeiros cresce no clube

Fator Piffero pode definir eleição no Inter
Fator Piffero pode definir eleição no Inter Foto : Tarsila Pereira / CP Memória
Por Fabrício Falkoski

A Oposição — formada principalmente por União Colorada, Ação Independente e Mais Inter — ganha um candidato muito forte e larga como franca favorita na eleição. Os três grupos juntos formam o “Diretas Sempre”, espécie de coalizão reunida na última eleição para se opor a Giovanni Luigi. A coalizão concorreria contra Marcelo Medeiros, pela situação, e um outro candidato a ser lançado pelo Convergência Colorada. No primeiro turno, dentro do Conselho, passariam Piffero e Medeiros, que seguiriam para o segundo turno, com resultado imprevisível e bastante dependente da campanha do Inter no restante do Brasileirão. O pleito depende da presença do ex-presidente colorado.

Porém, o Convergência, que tem pouco menos de 80 conselheiros, pode aliar-se a qualquer um dos dois lados e mudar um pouco o panorama. Em matéria de conteúdo programático, o Convergência é mais próximo de Medeiros. No entanto, seus líderes estão mais inclinados a fechar uma aliança com Piffero. O papel de Fernando Carvalho no processo eleitoral, se Piffero for candidato, ficará muito restrito. Ele não fará campanha e também não deve abrir o voto. Carvalho é amigo pessoal de Piffero, mas também é fundador do Movimento Inter Grande.

Sem Piffero

Se Vitório Piffero não concorrer, a eleição fica muito equilibrada. Sobretudo, cresce a candidatura de Marcelo Medeiros, representando os principais movimentos de Situação. Afinal, além do apoio de Giovanni Luigi, o atual vice-presidente de futebol poderá contar com a sustentação de Fernando Carvalho, que, livre das “obrigações de amizade” com Piffero, pode declarar seu voto e até fazer campanha para Medeiros.

A promessa de boa campanha do time no Brasileirão, possivelmente com conquista de vaga na Libertadores, além das contratações acertadas na temporada (Nilmar, Wellington e Aránguiz, principalmente), devem servir de base eleitoral para o candidato de situação. Um provável déficit no balanço financeiro do ano, porém, deve representar um calcanhar de Aquiles.

A oposição também não teria um candidato tão forte quando Piffero para lançar. Isso também pode afugentar o apoio de outros grupos, que voltariam para a base da situação. O Convergência também ganha espaço e, com a adesão de dissidentes de qualquer um dos lados, pode sonhar em passar para o segundo turno e concorrer, junto com Medeiros, no segundo turno. A eleição, enfim, teria um desfecho imprevisível.

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