Gomes enfatizou, na coletiva, que toda a administração do futebol será conjunta, respeitando o poder de decisão do presidente. "Mas o Fernandão terá autonomia ampla para administrar sua área", garantiu o dirigente. Em uma de suas intervenções, Luigi salientou que a mudança faz parte da "pacificação" administrativa do clube. "Nós sempre tivemos, mesmo na disputa política, um diálogo dentro do Inter. Converso com os mais diversos movimentos pois todos são colorados que querem o melhor para o time", definiu.
O vice-presidente não citou seu antecessor Roberto Siegmann, ou o ex-técnico Paulo Roberto Falcão, mas avaliou que a gestão anterior foi removida por não alcançar os objetivos. "A filosofia do Inter é o protagonismo, seja dos jogadores, atletas e do clube, o Fernandão incorpora isso", frisou. "Essa é a nossa busca. Houve mudanças num momento difícil e aquém das nossas expectativas. As atitudes visam resolver as questões que não vão bem hoje", argumentou.
Luis Anápio Gomes rechaçou decisões rápidas quanto ao substituto de Falcão. "Ainda não existe uma definição de treinador e iremos quinta, contra o Avaí, com Osmar Loss interinamente. Existe a possibilidade de mantermos o Loss na Alemanha (para a Copa Audi). Não está descartada a alternativa", explicou o dirigente.
Ele também destacou que a lista do Inter não inclui apenas os nomes de Cuca e Dunga. "Não se restringem as alternativas, mas não vou me referir ao número de opções", detalhou, acrescentando que "a pressa é do tamanho da prudência necessária para que a gente acerte o nome escolhido".

