Com aproveitamento inferior a 50%, Fernandão deixou o comando técnico do Inter após quatro meses no cargo. Para ele, parte deste aproveitamento ocorreu por falha na própria conduta: “Acabei sendo amigo de quem eu não deveria ser”, revelou, sem especificar em qual o caso. “Se eu tivesse tomado uma atitude mais firme, teria tido uma postura diferente. Fui amigo e acabei me perdendo um pouco a partir disso aí", acrescentou ele, garantindo que esse fato decorreu após entrevista na qual cobrou o fim da zona de conforto.
Demissão foi comunicada na noite dessa segunda-feira
Fernandão foi comunicado de seu desligamento na noite dessa segunda-feira, horas depois de o presidente Giovanni Luigi confirmar sua permanência, em uma reunião com o vice-presidente de futebol Luciano Davi. Segundo o ex-técnico, os motivos foram claros: “Foi convincente no que ele me disse, foi bem sincero. No que ele tinha que fazer acho que está tomando a decisão certa”, declarou.
Apesar de considerar a decisão correta, o técnico contou que aprendeu uma lição: “Aprendi ontem que no futebol você não pode falar a verdade nunca”, disse. Autor de frases fortes contra o grupo, ele tratou como aprendizado o período que se encerrou. “Não me arrependo de nada o que falei”, garantiu.
Demissão não passou por “discussão” com Bolívar
O dirigente lembrou que o jogador não atuará mais pelo Inter até o fim do ano, já Fernandão evitou tecer maiores comentários, mas revelou um pouco de decepção com o ex-companheiro. “Minha demissão não teve nada a ver com o episódio do Bolívar.”
Lágrimas ao comentar sobre Ygor
Dentre os 26 jogos que comandou o time, Fernandão elencou a vitória sobre o Atlético-MG como sua grande partida. Neste momento, ele se emocionou ao lembrar de Ygor, que se colocou à disposição para jogar em meio aos inúmeros desfalques da ocasião. Com lágrimas nos olhos, ele agradeceu o volante: “Eu nem tinha cogitado ele na zaga para o jogo. Ele estava perto na hora que fiz a pergunta para um jogador e ele me disse para colocá-lo”. O Inter venceu por 3 a 0.