Fernandão explicou que, depois do Inter levar o gol de bola parada, a equipe sofreu um choque e diminuiu o ritmo. Como teve de trocar Kleber e Juan por problemas físicos, o treinador justificou ter ficado sem armas para colocar novo ânimo na partida.
"Nosso time começou bem o jogo e até os 24 minutos conseguimos fazer o que a gente estava pensando, com boa movimentação", ponderou. "Foram duas ou três oportunidades de colocar a bola na área", frisou Fernandão.
Mas aí veio o gol: "Depois disso o time ficou mais lento, a troca de passe e movimentação diminuiu" admitiu o técnico. "Conversei no intervalo e coloquei o Cassiano para ter mais velocidade por fora", salientou.
A partir daí, porém, e sem a falada chance de mudar, Fernandão reconheceu que o time se entregou ao estilo de jogo da Ponte. "Demos o contra-ataque o tempo todo sem realmente sermos contudentes", analisou. "E as outras duas trocas tive que fazer por circunstâncias", lembrou.
Fernandão citou exatamente as dificuldades com lesões que prejudicaram a campanha colorada. "Uma coisa é investimento, outra é papel e ver o que se tem à disposição para jogar", salientou. "Não repeti a equipe em momento nenhum. Fica difícil até para trabalhar o entrosamento. Ter investimento e elenco no papel é diferente de ter à disposição. Temos cinco grandes zagueiros e tive que improvisar um volante na zaga. Quando assumi cheguei a jogar com dois meias pois não tinha outro atacante", comentou. "Também usamos o Forlán improvisado de segunda função na meia, ou centroavante", reforçou o técnico.