Quatro anos depois de desembarcar no Beira-Rio, a liderança de D'Alessandro começa a florescer com mais força dentro do vestiário colorado. Além de carregar a braçadeira de capitão, que materializa a sua posição no grupo, o jogador passou a ter a voz ouvida por dirigentes e integrantes da comissão técnica. Partiu dele, por exemplo, o pedido para deixar os titulares afastados do jogo contra o Pelotas.
A partida encerra a campanha na fase classificatória do primeiro turno do Gauchão. Apesar de já classificado para a etapa seguinte, o Inter precisa de um empate para - praticamente - garantir o primeiro lugar no grupo, posição que rende benefícios depois. D'Alessandro conversou com integrantes da comissão técnica, entre eles Dorival Júnior, e teve sucesso no intento.
"A gente teve uma conversa com o Dorival. Tivemos uma sequência de três jogos difíceis. Jogamos em condições com muito calor, muito quente", enfatiza.
D'Alessandro, além disso, demonstra um pouco mais de calma dentro de campo. Não reclama, não gesticula tanto diante do árbitro. Por isso, ainda não recebeu cartão amarelo na temporada. "Eu tive a possibilidade de ser capitão com 21 anos no River Plate. Mas eu não era esse capitão de agora. Eu não fazia parte de reuniões pelo bicho, por exemplo", completa o argentino.