Depois de seis jogos, finalmente Jorge Fossati foi para uma coletiva de imprensa comentar uma vitória do Inter. Mais aliviado, o técnico uruguaio disse que em nenhum momento se sentiu pressionado pela diretoria, mesmo com duas derrotas e quatro empates em jogos anteriores.
"Sempre tivemos o apoio da diretoria do clube, tanto a comissão técnica como os jogadores", afirmou.
Na opinião do treinador, o time atuou bem nesta quarta-feira, porém - mesmo com a vitória - o volume de jogo foi inferior a de partidas anteriores. "No momento que a gente ganha, mais ainda, a autocrítica tem que ser a nossa companheira."
Fossati ressaltou que nenhum de seus jogadores entrou no desespero contra o Cerro. "Nunca deixamos de ter ordem, que era o que nosso adversário estava esperando para poder fazer o que eles melhor sabem fazer: contra-atacar". "Eles não conseguiram chegar com perigo nos 90 minutos", destacou.
Apesar da vitória pôr fim, ao menos por enquanto, à crise que já se instalava no Beira-Rio, o técnico pediu atenção aos seus grupos: "Não é porque a gente ganhou que está tudo perfeito. Hoje não foi um jogo perfeito". Em outras palavras, pediu evitar o salto alto: "A gente tem que continuar com muito equilíbrio, especialmente na hora da vitória, para não se enganar e pensar que está tudo perfeito".
Ele também deixou claro: "Nós ganhamos, mas não nos classificamos ainda. Temos 180 minutos para conseguir a classificação".
Walter errou, mas aprendeu
Jorge Fossati quase filosofou ao comentar a situação pela qual passou o atacante Walter: "Às vezes na vida, você tem que passar por momentos feios, difíceis para aprender". O técnico destacou o papel do Inter na crise com o atacante, que ficou dez dias trancafiado em seu apartamento, sem aparecer para treinos no Beira-Rio.
"Acho que o Walter tomou uma decisão errada e talvez foi o mérito do Inter de não acompanhar essa decisão errada, de fazer ele entender que ele não conseguiria ser respeitado e que o futuro dele, desse jeito, não iria ficar um grande futuro, que ele pode chegar." "O Inter não foi o carrasco do Walter, mas o Walter precisava ser corrigido", concluiu.
Ainda na visão de Fossati, Walter e Alecsandro podem "perfeitamente" formar a dupla de ataque titular do Inter.
A "torcida verdadeira" do Inter
Já no final da entrevista, de quase meia hora de duração, Fossati mencionou a torcida, que compareceu em bom número no estádio Beira-Rio. "A torcida do Inter jogou seu jogo. Talvez pela pouca experiência que tenho no Inter, foi a primeira vez que senti a verdadeira torcida do Inter, que vem para alentar o time e não deixar nervoso o jogador", elogiou.
Fossati: "Sempre tivemos apoio da diretoria"
Técnico disse que não se sentia pressionado internamente pelos maus resultados do Inter