A ideia é simples: as contratações, agora, serão poucas e pontuais. Abel, então, analisará o desempenho dos jogadores do time sub-23, que treina sob os cuidados do técnico André Doring, durante o Gauchão. Serão, no mínimo, quatro ou cinco partidas oficiais para avaliações. Depois, o técnico pinçará aqueles que se destacarem e os colocará para treinar com o time principal. É provável que ele recebem novas oportunidades ainda durante o Gauchão. 'O Abel gosta e sabe trabalhar com jogadores jovens. É um trunfo que temos e vamos aproveitar', analisa o diretor de futebol, Roberto Melo.
Por isso, o ciclo de contratações está próximo de ser encerrado. Além dos jogadores já confirmados como reforços para 2014 - com Wellington Paulista, Dida e Ernando -, o Inter ainda deve contratar um volante, que deve ser o chileno Charles Aránguiz, um zagueiro - Paulão, do Guangzhou Evergrande, da China, está acertado - e um lateral-direito. Para esta última posição, o preferido é Léo, do Atlético Paranaense. 'Vamos dar espaço para os jovens, analisar o rendimento deles em jogos oficiais e depois avaliar', prevê o diretor de futebol, Eduardo Lacher.
A estratégia tem origem em um misto de imposição das circunstâncias e convicção pura e simples dos dirigentes de que chegou a hora de investir nos jogadores da base. A imposição vem do enxugamento do orçamento do futebol, que cairá dos R$ 184 milhões gastos em 2013 para R$ 161 milhões. Ou seja, o futebol terá de economizar com salários.