Um padrão vem se repetindo nos jogos do Inter em 2025 e tem tirado o sono da comissão técnica e dos jogadores: os gols sofridos logo no início das partidas. E não é para menos. Nada menos que oito dos 20 gols sofridos pelo time no Campeonato Brasileiro e na Libertadores da América ocorreram pouco após o apito inicial, seja no primeiro ou segundo tempo. A estatística revela uma vulnerabilidade preocupante e ajuda a explicar algumas das dificuldades enfrentadas pelo Colorado nas duas frentes de competição.
O diagnóstico é compartilhado internamente. Tanto o técnico Roger Machado quanto os jogadores reconhecem que a falta de concentração nos minutos iniciais tem comprometido o desempenho coletivo. “Não é só um aspecto tático, é mental também. Entrar em campo ligado desde o primeiro segundo é fundamental, principalmente em competições difíceis como o Brasileirão e a Libertadores”, declarou o zagueiro Vitão, após o empate com o Mirassol, domingo.
Nesse jogo, o Inter sofreu o gol no oitavo minuto da primeira etapa. Em outras seis ocasiões ocorreu o mesmo (ver gráfico), impondo ao Inter a necessidade de correr atrás do prejuízo. O cenário obriga a equipe a se expor, desorganiza o plano de jogo e aumenta o desgaste físico e emocional ao longo dos 90 minutos.
“Não foi nem a primeira nem a segunda vez que sofremos um gol no começo do jogo. Daí, é preciso fazer força para recuperar. E esse foi um dos motivos pelos quais optei por uma equipe mais forte na marcação do meio-campo (com três volantes)”, reconheceu Roger, em sua última entrevista. Esse é um dos pontos trabalhados nos treinos da semana.
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