O ano do Inter se dividirá em antes e depois da Taça Libertadores da América. Conquistando ou não o título do torneio, o clube passará por mudanças. Em caso de sucesso, o elenco será reforçado visando o Mundial Interclubes, que ocorre este ano em Abu Dabhi. Caso caia diante do São Paulo ou na fase seguinte, as alterações de rumo serão muito mais drásticas e incluirão a reformulação quase completa do grupo de jogadores.
Até o final da participação do Inter na Libertadores, os dirigentes garantem não negociar nenhum dos principais jogadores. O objetivo é sequer iniciar tratativa, pois isto, segundo a análise dos dirigentes, pode desviar o foco dos atletas nos adversários. Após o torneio, porém, alguns devem ir embora.
Sandro é o primeiro a embarcar. Como foi vendido ainda no primeiro semestre, com faixa de campeão ou não, o volante tem de viajar 48 horas depois do último jogo do Inter na Libertadores para Londres e apresentar-se ao Tottenham, da Inglaterra. Kleber também deve deixar o clube, já que os seus direitos econômicos pertencem a um empresário e ele deseja ver o retorno do dinheiro investido na contratação do lateral. Oficialmente, porém, o clube não recebeu propostas por seus jogadores. Nem mesmo por Kleber.
Caso o Inter fique sem o título, as mudanças serão mais profundas. Segundo uma avaliação interna, é preciso uma oxigenação grande para uma retomada de rendimento. Haverá, inclusive, diminuição do nível de investimentos, já que o clube tem uma das folhas salariais mais elevadas do Brasil. Para o Campeonato Brasileiro será montado um elenco mais barato.
Algumas peças do novo Inter já estão no Beira-Rio. Tinga, Renan e Oscar já foram contratados, mas sequer estrearam. Além deles, virá um atacante que deve ser Rafael Sobis. O clube também tem interesse em um zagueiro, que deve ser Dalton, do Fluminense, e em um volante para o lugar de Sandro.
Grupo do Inter sofrerá mudanças após a Libertadores
Reformulação ocorrerá mesmo se o título sul-americano for conquistado