O camisa 5, contudo, não soube precisar um prazo para ser considerado brasileiro: “Está nas mãos do Inter. Eu só me dedico para jogar. No que puder ajudar o Inter, estou à disposição”, afirmou. O clube espera resolver o assunto até o fim do ano. Assim que obtiver a dupla cidadania, Guiñazu poderá ser escalado ao lado de D’Alessandro, Dátolo e Forlán, por exemplo. Pela legislação atual, a CBF permite no máximo três estrangeiros defendendo um time por jogo.
Segundo Guiña, a dupla cidadania em nada atrapalharia sua vida na seleção argentina – para a qual foi convocado ontem. Tornar-se brasileiro seria uma espécie de retribuição à importância do Inter na carreira: “Hoje eu estou na seleção graças ao Inter, que me fez jogar e ganhar torneios importantes”. Adaptação não falta: “Estou pronto para ser um gaúcho”, garantiu, aos risos.
Há cinco anos no Inter, Guiñazu se sente tão em casa no Rio Grande do Sul que já considera grande a possibilidade de permanecer em Porto Alegre depois que encerrar a carreira. “Está ficando muito legal aqui. Primeiro eu e a minha mulher não queríamos, depois já não sabíamos e agora vamos ver o que é melhor para as crianças”, sentenciou, deixando em aberto.