“Fernandão é uma pessoa muito inteligente, muito respeitada, tudo. Ele sabe o que falou, é ciente do que falou. E cada um se faz dono de suas palavras. O que fala, assume”, afirmou o volante, mostrando desconforto. “Tomara que tenha sido o empurrão que faltava, mas ele já falou tudo o que falou e é ciente do que falou. A gente está muito tranquilo e cada um é responsável por suas palavras”, acrescentou.
Em grupo com autocrítica, não existe zona de conforto
Para ele, mesmo sem a cobrança de Fernandão, o grupo tinha plena consciência do momento ruim. “Não temos que juntar as coisas, porque nós somos profissionais, sabemos quando estamos devendo. Então a gente se cobra sozinho. Este é um grupo que tem muito auto-crítica. Por isso que conseguimos levantar.”
Quanto à zona de conforto, atacada pelo treinador, o argentino sequer quis comentar as declarações. “Isso tu tens que perguntar para o Fernando, mas zona de conforto não existe. Eu vejo meus companheiros treinarem e como dão a vida sempre. Falar em zona de conforto é complicado”, respondeu ele. “Aqui é um grupo com muita competitividade. Se tu não entregares a vida a cada treino, vai para fora”, resumiu.
Volante quer Inter “indignado”
Depois de encerrar o jejum de vitórias, o volante Guiñazu quer o Inter faça do triunfo sobre o Bahia um ponto de partida para uma boa sequência no Brasileirão. Para isso, ele quer o grupo “indignado”. “A indignação nossa, mesmo não conseguindo a vitória, começou no segundo tempo contra o Sport. A mudança de atitude do grupo e continuou com o Bahia”, avaliou.
Mais determinado, como garantiu Guiñazu, o Inter enfrenta o Cruzeiro no próximo sábado. Sem punição do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), Fernandão poderá repetir a escalação da equipe pela primeira vez em 17 jogos. Fato que, para o volante, trará vantagens: “Tomara que ele consiga agora contar com todos os jogadores. O grupo cresce, o Inter cresce”.