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Indefinição sobre reforços expõe diferenças na direção do Inter

Permanência de Damião seria condição para continuidade do departamento de futebol

Indefinição sobre reforços expõe diferenças na direção do Inter
Indefinição sobre reforços expõe diferenças na direção do Inter Foto : Mauro Schaeffer / CP Memória
A 48 horas do fechamento da janela de transferências, paira a indefinição no Beira-Rio. Após semanas de trabalho incessante, o clube não conseguiu trazer os reforços que pretendia. Nessa terça-feira, foi a vez de o Al-Rayyan dizer "não" à segunda oferta colorada para ter Nilmar. A emperrada engrenagem de contratar do Inter expõe as diferenças de agir e de pensar entre o presidente Giovanni Luigi e os dirigentes do futebol, sobretudo de Marcelo Medeiros e Luis Cesar Souto de Moura.

Ontem, um encontro dos homens do futebol colorado teria colocado como condição, inclusive para a continuidade deles na direção, a permanência de Leandro Damião. "Se o Al-Rayyan pode resistir e manter o Nilmar, nós podemos manter o Damião", sintetizou Luis César, ontem à tarde, em entrevista à Rádio Guaíba.

O centroavante colorado, que trabalha em Porto Alegre para recuperar-se de uma lesão muscular que o afasta dos gramados há mais de dois meses, tem algumas propostas. O principal interessado, neste momento, é o Napoli.

O Inter já recusou uma proposta de 18 milhões de euros dos italianos, que devem fazer nova investida em breve. Segundo a imprensa da Itália, a nova oferta seria de 22 milhões de euros. Os clubes europeus têm até 31 de agosto para levar jogadores do Brasil.

Apesar do pouco tempo, os dirigentes colorados creem que podem anunciar pelo menos um reforço até o final do prazo. Após a negativa de Nilmar, restam como opções Scocco, Júlio Baptista, Alex e, principalmente, Saviola. O Inter tem a informação de que a CBF fará um plantão no sábado para atender os retardatários. Até lá reinará a esperança.

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