Antes da viagem à Alemanha, os comandados de Paulo Roberto Falcão vão tentar o desafogo na competição nacional enfrentando o Avaí, que está na zona de rebaixamento, quinta-feira, na Ressacada, em Florianópolis.
São Paulo deita, rola e faz 2 a 0 no primeiro tempo
Era o Beira-Rio, mas mais pareceu o Morumbi. Na úmida noite porto-alegrense, o São Paulo sentiu-se em casa no começo do jogo. Sem ser muito importunado pela defesa colorada, Rivaldo e companhia trocaram passes de um lado para o outro no gramado. E, aos poucos, chegando mais próximos à meta de Muriel.Ainda por cima, os visitantes contaram com faltas recorrentes próximas à área. Aos 14, Rogério Ceni teve oportunidade. O veterano cobrou bem, contudo Muriel mostrou o seu valor e defendeu. Após cinco minutos, porém, não teve como. Em cobrança mais próxima à lateral, Rivaldo cobrou milimetricamente onde estava Casemiro, às costas dos zagueiros. Ele testou e correu para o abraço.
A reação colorada ocorreu aos 24, quando Leandro Damião dominou na área, mas, marcado, mandou por cima. Pouco depois, Nei cruzou na cabeça de Damião. Após bate-rebate, Alex quase marcou e até Guiñazu chutou, igualmente alto demais. Aos 33, Kleber quase empatou, cobrando falta, só que, de novo, quem teve trabalho foi o gandula.
Depois da sequência de insucessos, os comandados de Falcão voltaram a ser pressionados. E voltaram a marcar faltas próximas da área. Numa delas Dagoberto quase marcou, aos 38 – só não fez graças à defesa de Muriel, que chegou a dar rebote. Porém, o goleiro colorado não conseguiu defender o ataque no minuto seguinte, quando Fernandinho ganhou na corrida de Bolívar e tocou por cima do camisa 1 para estabelecer o 2 a 0.
Com o placar adverso, D’Alessandro desabafou na descida para o vestiário: “Não tem nada certo. Tem que mudar tudo”. Para tentar isso, Falcão tirou Bolatti e Ricardo Goulart e apostou em Elton e Fabrício. De certa forma deu certo. O time tentou tirar o atraso e passou a agredir mais. Logo aos 6, Damião foi ao fundo e cruzou para Alex, que cabeceou fraco.
Falcão ainda mandou Gilberto a campo, entretanto mesmo com dois atacantes de ofício, a rede são-paulina não chegou a balançar. Falta de tentativas não foi o pecado maior, mas – novamente – a efetividade não vestiu vermelho e branco.
Fabrício deu opções na ponta esquerda e Damião se esforçou. No entanto, os colorados esbarraram na zaga tricolor. Quando conseguiam furá-la, Rogério Ceni aparecia e defendia, como aos 29, em bom chute de Damião, no canto esquerdo.
No fim do jogo, enquanto o grito vindo das arquibancadas do Beira-Rio pedia mais raça, o São Paulo ainda ampliou. No cruzamento vindo da direita, Nei furou de forma bisonha e a bola sobrou para Carlinhos Paraíba – que tinha entrado havia pouco. Ele dominou e mandou no canto. O 3 a 0 em casa frustrou ainda mais a noite da torcida do Inter, que já não sabe o que é comemorar um gol há mais de 270 minutos.
Brasileirão – 10ª rodada
Inter 0
Muriel; Nei, Bolivar, Índio e Kleber; Guiñazu, Bolatti (Elton), Ricardo Goulart (Fabrício) e D’Alessandro; Alex e Leandro Damião.
São Paulo 3
Rogério Ceni; Jean, Xandão, Rodolfo e Juan; Rodrigo Souto, Wellington, Casemiro e Rivaldo (Cícero); Dagoberto e Fernandinho (Carlinhos Paraíba). Técnico: Milton Cruz
Gols: Casemiro (19/1º), Fernandinho (39/1º), Carlinhos Paraíba (48/2º);
Cartões amarelos: Kleber, Bolívar, Índio, Leandro Damião e Fabrício; Rodolfo;
Arbitragem: Wagner Remay (MT), auxiliado por Erich Bandeira (PE) e Joadir Pimenta (MT);
Local: estádio Beira-Rio, em Porto Alegre;