O déficit acumulado pelo Inter entre janeiro e setembro deste ano chegou a R$ 42,5 milhões, conforme demonstrativo financeiro divulgado pelo próprio clube. Embora o número seja considerado alto, representa uma melhora significativa em relação ao mesmo período de 2024, quando o déficit havia alcançado R$ 148,3 milhões.
A redução expressiva das perdas está ligada principalmente a ajustes orçamentários realizados ao longo da temporada. Além disso, a direção acredita que o resultado negativo possa diminuir até o fim do ano, já que as receitas tendem a aumentar nos últimos meses, impulsionadas por repasses de televisionamento e premiações.
Mesmo assim, o cenário ainda é de preocupação. O resultado reforça o alerta para o endividamento crescente do clube, que pode encostar na marca de R$ 1 bilhão ao término de 2025, caso não haja reversão mais acentuada nas contas. O passivo, que vem sendo acumulado há anos, segue como um dos principais desafios da atual gestão, que tenta equilibrar o orçamento em meio à queda de desempenho esportivo.
A eliminação precoce do Inter na Copa do Brasil e na Libertadores, competições que geram receitas importantes, teve forte impacto nas finanças coloradas. A fraca campanha no Campeonato Brasileiro, com o time lutando contra o rebaixamento nas rodadas finais, também reduziu a projeção de arrecadação com bilheteria e premiações.
No fim do ano passado, a diretoria apresentou e teve aprovado no Conselho Deliberativo um orçamento para 2025 com receitas estimadas em R$ 636 milhões. No entanto, diante dos resultados esportivos decepcionantes e da queda de desempenho em campo, o valor dificilmente será atingido.
O mesmo vale para o superávit de R$ 18,3 milhões projetado para o exercício de 2025, meta que já é considerada inviável internamente. O clube tenta conter despesas, revisar contratos e buscar novas fontes de receita, mas reconhece que o equilíbrio financeiro segue distante.
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