O Inter já trabalha com a perspectiva de não conseguir reverter, até a próxima sexta-feira, o transfer ban imposto pela Fifa no início de março. A data marca o encerramento do prazo para registro de novos atletas, e a direção colorada reconhece nos bastidores que a solução para o problema está distante no curto prazo.
A punição tem origem em uma pendência financeira com o Krasnodar, da Rússia, referente à contratação do atacante Wanderson. O valor devido é de 750 mil euros (aproximadamente R$ 4,5 milhões). Além da falta de recursos para quitar o débito, o clube ainda enfrenta dificuldades burocráticas para efetuar o pagamento, embora o principal entrave seja de ordem financeira.
Com o fluxo de caixa pressionado por compromissos já assumidos, a direção prioriza a manutenção dos salários do elenco e da comissão técnica em dia. Essa política consome grande parte das receitas correntes, o que impede a formação de caixa suficiente para resolver a pendência com o Krasnodar.
O cenário é agravado por fatores sazonais. Tradicionalmente, as receitas são mais modestas no primeiro semestre, e a ausência em competições continentais reduz significativamente as entradas com bilheteria e de associados. Como se não bastasse, o clube segue sem patrocinador máster desde o fim do ano passado, acumulando prejuízo estimado em pelo menos R$ 15 milhões, após a antiga parceira deixar de honrar pagamentos antes da rescisão contratual.
Diante desse quadro, a tendência é que o transfer ban permaneça ativo, inviabilizando novas inscrições. Com isso, negociações em andamento devem ser interrompidas. A tentativa de contratação do zagueiro João Marcelo, do Cruzeiro, que estava próxima de um desfecho positivo, passou a ser vista com pessimismo, já que o atleta dificilmente poderia ser registrado dentro do prazo.