Até sexta-feira, o Inter definirá a permanência ou não de Anderson, cuja pressão para trocar o Beira-Rio pela China está se intensificando. Mesmo que o meia deixe Porto Alegre, o clube não iniciará uma busca frenética por reposição. Em conversas da comissão técnica com os dirigentes, há um consenso de que o grupo é suficiente para os primeiros meses do ano. Um novo reforço será contratado para a posição somente se aparecer um negócio de ocasião.
O ex-zagueiro Scheidt, empresário com bom trânsito no mercado asiático, deve voltar ao Beira-Rio nesta quarta-feira para apresentar a nova proposta do Hebei Fortune, clube chinês que antes do Natal ofereceu R$ 25 milhões por Anderson e recebeu um “não” como resposta. Agora, a oferta deve tocar nos R$ 40 milhões, valor que deve ser suficiente para convencer o presidente Vitorio Piffero a efetuar a venda. Há alguns dias, o dirigente confirmou que a proposta anterior não satisfez o Inter.
Se o negócio for concretizado, porém, o clube não ficará com a totalidade do valor. O Inter tem apenas 40% dos direitos de Anderson - o restante pertence ao empresário Delcyr Sonda (40/%) e ao próprio jogador (20%). Além disso, o Inter deve R$ 5 milhões para Sonda, que pagou as “luvas” de Anderson quando ele veio para o Beira-Rio, no início do ano passado. Ou seja, ficarão aproximadamente R$ 11 milhões da transação nos cofres colorados.
Aos 27 anos, Anderson não pensava em deixar o Inter tão cedo. Ele chegou em fevereiro passado, após dois anos de ostracismo na Europa. Depois de um primeiro semestre ruim, ganhou oportunidades de Argel após a saída de Aránguiz e as constantes lesões de Alex e D’Alessandro. No final do Brasileirão, foi peça importante do time.
Inter aguarda proposta de R$ 40 milhões para definir venda de Anderson
Clube não deve buscar reposição mesmo com saída do meia