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Inter aguarda resultado da contraprova para definir defesa de Jacsson

Novo exame será realizado em laboratório nos EUA

Jacsson foi flagrado em exame antidoping realizado na partida contra o Palmeiras
Jacsson foi flagrado em exame antidoping realizado na partida contra o Palmeiras Foto : Ricardo Duarte / Inter / Divulgação / CP
O departamento jurídico do Inter ainda espera pelo resultado da contraprova para preparar a defesa do goleiro Jacsson, flagrado com a substância proibida cortisona no exame antidoping realizado na partida contra o Palmeiras, pela 15ª rodada do Campeonato Brasileiro. O vice jurídico do clube, Giovani Gazen afirmou que o jogador garantiu não ter tomado nenhuma substância proibida.

Em entrevista à Rádio Guaíba nesta sexta-feira, Gazen disse que o Inter ainda tenta descobrir se algum medicamento ingerido por Jacsson possa ter causado o resultado do doping. “A cortisona pode ser um antigripal ou um anti-inflamatório. Estamos iniciando os procedimentos. O primeiro passo diante da firmeza do atleta de que não usa nenhum estimulante ou coisa parecida foi solicitar uma contraprova na Universidade de Los Angeles, cujo a resposta deve sair nos próximos 15 dias”, explicou Gazen.

“Nós nos reunimos longamente com o atleta. Ele até trouxe medicamentos que poderia ter tomado, como spray para o nariz, e vamos fazer o exame laboratorial para ver se isso teria o efeito para caracterizar aquele tipo de cortisona detectado. Estamos iniciando, estudando o processo. Acreditamos que seja algo assim, algum remédio ou pomada. Algo desse tipo”, afirmou.

Por orientação do departamento jurídico, Jacsson foi afastado do jogo contra o Fortaleza na quarta-feira pela Copa do Brasil. Ele também deixará de treinar com o restante do elenco. Giovani Gazen afirmou que o procedimento é natural para o caso e que foi tomado, pois o tempo sem treinar será descontado em uma eventual pena no julgamento que será realizado no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) posteriormente.

“Foi uma decisão de praticidade. Se houver o cumprimento de uma pena, esse período em que ele está afastado já conta para uma eventual penalização. Isso é uma atitude usual que fizemos pedindo o afastamento do atleta enquanto não estiver clara essa questão”, informo o vice jurídico colorado, que garantiu que o clube não corre risco de ser punido por conta do caso de doping.

“Para ter esse risco teria de ter uma prova de que a área médica do clube ministrou algum medicamento que realmente tivesse caracterizado o doping. Isso não existe”, garantiu.