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Inter ainda deve R$ 247 milhões a outros clubes e segue sob risco de novos transfer bans

Apesar da redução em relação a 2024, passivo com negociações de atletas permanece elevado e inclui parcelas em atraso por Carbonero e Benjamin Arhin, entre outros

Carbonero foi comprado do Racing, da Argentina, mas Inter ainda não fez a quitação das parcelas
Carbonero foi comprado do Racing, da Argentina, mas Inter ainda não fez a quitação das parcelas Foto : RICARDO DUARTE / INTER / CP

O elevado endividamento com outros clubes segue sendo um ponto de atenção para a direção colorada. Dos cerca de R$ 860 milhões que compõem o estoque da dívida do Inter ao fim de 2025, aproximadamente R$ 247 milhões correspondem a compromissos assumidos na compra ou aluguel de direitos de jogadores. Ou seja, são débitos com outros clubes – ou com os próprios atletas.

Embora o montante represente uma redução em relação aos R$ 311 milhões registrados no final de 2024, o valor ainda está muito acima da média histórica do clube e mantém o Inter exposto ao risco de sofrer novos transfer bans da Fifa, punição que impede o registro de reforços até a regularização dos débitos.

Entre os compromissos de maior impacto financeiro está a contratação do atacante Johan Carbonero junto ao Racing, da Argentina. O colombiano foi adquirido por 4 milhões de dólares, quantia que deve ser quitada em seis parcelas semestrais, com vencimentos até 2028.

Mas também há débitos referentes à negociações bem menos expressivas. Um dos casos envolve a compra de 50% dos direitos econômicos do volante Benjamin Arhin, contratado em 2025 junto ao Dansoman Wise XI Football Club, de Gana. O acordo previa o pagamento de 200 mil euros — cerca de R$ 1,2 milhão pela cotação da época — divididos em cinco parcelas. No entanto, o Inter não tem conseguido cumprir o cronograma estabelecido, e as prestações também estão em atraso.

A situação preocupa porque o clube já enfrentou recentemente uma sanção da Fifa por inadimplência. No início deste ano, o Inter ficou temporariamente impedido de registrar atletas devido ao atraso no pagamento ao Krasnodar, da Rússia, pela contratação do atacante Wanderson, atualmente no Cruzeiro. A punição só foi levantada após três meses.

Na ocasião, o transfer ban foi suspenso somente após o pagamento da última parcela da negociação, no valor de 750 mil euros, cerca de R$ 4,1 milhões na cotação da época.

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