Os ativos da Brio no Beira-Rio, que incluem 5 mil cadeiras, o edifício de estacionamento e os camarotes e sky boxes, entre outros, não estão exatamente à venda. Mas se algum investidor estiver disposto a desembolsar cerca de R$ 25 milhões por ano, pode tê-los. O Inter, claro, está interessado, e fontes ligadas tanto ao clube quanto à empresa confirmam que conversas preliminares visando ao repasse destes ativos foram recentemente tabuladas.
A Brio atualmente tem dívidas que alcançam R$ 270 milhões. Esse valor é o que resta do empréstimo feito pela empresa, que é controlada pela Andrade Gutiérrez e pelo Banco Pactual, para a reforma do estádio. O financiamento está em dia, mas é pago graças aos repasses feitos pelas empresas, ambas envolvidas na Lava Jato, ao caixa da Brio.
“O Inter conseguiria fazer rentabilizar esses ativos, como as cadeiras e o estacionamento. A Brio não consegue vendê-los justamente por causa da concorrência que é obrigada a fazer com o clube. O torcedor, entre comprar da Brio ou do próprio Inter um produto similar, não tem dúvidas: compra do clube”, observa uma pessoa que circula tanto pelo Inter quanto pela Brio.
Na reunião em que foi tratado o tema, além de representantes da Brio, estiveram presentes o presidente Vitorio Piffero e o vice de finanças, Pedro Affatato. O assunto deve ser retomado em breve, sem qualquer pressa.
Inter analisa adquirir ativos da Brio no estádio
Clube conseguiria capitalizar em cima de produtos, que incluem camarotes e edifício de estacionamento