"Em 1997, no próprio Inter, lembro de ter trabalhado com André, João Gabriel, Preto e Luciano, que também vieram da base. Mas é algo difícil de acontecer", diz o preparador de goleiros Marquinhos. Mérito dos profissionais que "lapidaram" as joias na base e dos próprios atletas. "A partir do momento em que alcançaram o profissionalismo, é porque fizeram por merecer. Todos que estão aqui têm condições, chegaram por competência", afirma.
O fato de serem formados no clube não diminuiu a cobrança. "A responsabilidade deles é enorme. Os torcedores não querem saber se vieram da base, querem que eles sejam competentes", acrescenta.
Muriel é o titular no momento, mas a forte concorrência, inclusive do irmão Alisson, não dá margem para acomodação. "O Muriel é quem joga atualmente. Mas os demais estão procurando afirmação e querem oportunidades. Quem está jogando que se segure", finaliza Marquinhos.
"É raro ter quatro goleiros vindos da base. É o resultado do trabalho feito nas categorias menores, ponto positivo para o clube", avalia Renan, o mais experiente da turma - completará 27 anos no próximo dia 24. Ele retornou ao clube em 2010, após uma experiência na Europa.
O garoto Alisson, com 19 anos, é o mais jovem. "É um sentimento maravilhoso estar no profissional. É uma honra, um sonho de criança que está se realizando. Acredito que vai ser um ano de crescimento", destaca o jovem goleiro.
Inter analisa Pará
Com a desistência na contratação do lateral Douglas, do Goiás, o Inter analisará a contratação do ala Pará, do Santos. O jogador do Peixe teria sido uma recomendação do técnico Dorival Júnior. Graças a uma lesão e a ascensão de Danilo, Pará perdeu espaço no time paulista em 2011.