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Inter: as explicações para um empate com sabor de derrota no Beira-Rio

Time colorado desperdiçou chances, voltou a cometer erros individuais e terminou cedendo ao Remo um resultado que amplia a pressão sobre o time no Brasileirão

Inter desperdiçou chances, apresentou erros individuais e amargou um empate com o Remo por 1 a 1 no Beira-Rio
Inter desperdiçou chances, apresentou erros individuais e amargou um empate com o Remo por 1 a 1 no Beira-Rio Foto : Fabiano do Amaral

Abatido, Paulo Pezzolano deixou o Beira-Rio na noite de segunda-feira sem encontrar uma explicação capaz de justificar o empate em 1 a 1 com o Remo. Para o treinador, o Inter fez uma boa partida, criou o suficiente e acabou castigado por uma daquelas situações que o futebol, vez por outra, produz. “É inacreditável o que aconteceu hoje. Eu fico surpreso. E pensando: por que acontece isso? Nunca tinha acontecido na minha vida”, afirmou. O problema é que, olhando para os 90 minutos e também para a campanha colorada no Brasileirão, há motivos bastante concretos para entender por que uma vitória praticamente encaminhada terminou com gosto de derrota. E se Pezzolano não encontrou respostas, o CP procurou entender os motivos que levaram o Inter a deixar escapar os três pontos.

O primeiro, e provavelmente o principal, não está exatamente no trabalho do treinador. A diretoria, sem dinheiro e sem crédito, entregou a Pezzolano um elenco com limitações evidentes, abaixo do necessário para uma campanha tranquila na competição. Contra o Remo, isso ficou ainda mais claro: Alerrandro, que teve atuação comprometedora, era a única alternativa ofensiva disponível no banco.

A falta de opções, no entanto, é apenas parte do problema. A qualidade dos jogadores também pesa e aparece nos erros individuais. O empate diante do Remo é um exemplo claro.

Quando ainda vencia, o time já era pressionado e encontrava dificuldades para sair do próprio campo. Foi nesse momento que Alerrandro cometeu uma falta desnecessária na intermediária. Vitor Bueno cobrou de longa distância e acertou o gol.

Matheus Cunha, contratado na última janela mesmo sendo o terceiro reserva do Cruzeiro, falhou no lance. Mal posicionado, saiu atrasado e não conseguiu impedir o gol. Uma sequência de erros individuais transformou uma cobrança aparentemente sem grande perigo no empate do adversário.

Antes disso, o Inter havia tido oportunidades suficientes para construir uma vantagem mais confortável. Carbonero marcou o gol colorado no início da partida, mas desperdiçou outras três chances. No segundo tempo, Alerrandro também teve uma oportunidade dentro da pequena área e não concluiu.

A combinação ajuda a explicar não apenas o empate de segunda-feira, mas também a campanha colorada no Brasileirão. O Inter erra demais, desperdiça oportunidades e não dispõe de um elenco capaz de oferecer alternativas quando o jogo exige uma mudança de cenário.

O empate com o Remo, portanto, não pode ser explicado por um único erro ou por uma decisão de Pezzolano. O resultado é consequência de uma sequência de problemas que o Inter vem carregando ao longo do campeonato: um elenco limitado, poucas alternativas, desperdício de oportunidades e falhas individuais que custam caro. O treinador pode até ser cobrado pelas escolhas que faz, mas, diante desse cenário, aparece menos como o causador do problema e mais como alguém tentando administrar uma equipe cheia de defeitos. E ele também é vítima desse contexto.

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