Nos bastidores da Conmebol, no Paraguai, comenta-se que serão aumentadas as cotas entregues aos clubes participantes da Libertadores do próximo ano. Em 2015, o torneio pagou pouco mais de 5 milhões de dólares (cerca de R$ 20 milhões) para o River Plate, que conquistou o título. É uma soma considerável, mas que normalmente é consumida pelos grandes clubes ao quitarem as despesas com transporte e hospedagem de suas delegações. Portanto, não são as perdas financeiras de uma possível não classificação para a Libertadores que preocupam o presidente Vitorio Piffero e os seus asseclas. Não. O que tira o sono dos dirigentes colorados são os prejuízos para a imagem do clube, é o apequenamento da instituição.
Há algumas semanas, o próprio Piffero admitiu que a Libertadores normalmente é deficitária para a maioria dos concorrentes. No entanto, o clube como um todo cresce durante o torneio sul-americano, principalmente com as rendas, o aumento de associados e o marketing.
Este ano, por exemplo, o quadro social do Inter saltou de 102 mil, em dezembro de 2014, para 116 mil associados durante a participação do time na Libertadores. Assim que houve a desclassificação diante do Tigres, no México, o número de sócios começou a minguar — assim como o de pagantes. Atualmente, a inadimplência é superior a 14% do quadro social, que não tem os números atualizados no Portal da Transparência desde 30 de setembro.
Os dirigentes do futebol, principalmente, prometem manter o nível de investimentos com ou sem Libertadores. Ou seja, a política de contratações e dispensas não será alterada seja qual for o resultado da última rodada do Brasileirão, neste domingo. Além de vencer o Cruzeiro em casa, o Inter precisa torcer por uma vitória do Goiás sobre o São Paulo no Serra Dourada.
Inter avalia prejuízos sem vaga na Libertadores
Clube quer manter imagem intacta caso não consiga classificação para torneio