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Inter avalia prejuízos sem vaga na Libertadores

Clube quer manter imagem intacta caso não consiga classificação para torneio

Inter avalia prejuízos sem vaga na Libertadores
Inter avalia prejuízos sem vaga na Libertadores Foto : Ricardo Duarte / Inter / CP
Nos bastidores da Conmebol, no Paraguai, comenta-se que serão aumentadas as cotas entregues aos clubes participantes da Libertadores do próximo ano. Em 2015, o torneio pagou pouco mais de 5 milhões de dólares (cerca de R$ 20 milhões) para o River Plate, que conquistou o título. É uma soma considerável, mas que normalmente é consumida pelos grandes clubes ao quitarem as despesas com transporte e hospedagem de suas delegações. Portanto, não são as perdas financeiras de uma possível não classificação para a Libertadores que preocupam o presidente Vitorio Piffero e os seus asseclas. Não. O que tira o sono dos dirigentes colorados são os prejuízos para a imagem do clube, é o apequenamento da instituição.

Há algumas semanas, o próprio Piffero admitiu que a Libertadores normalmente é deficitária para a maioria dos concorrentes. No entanto, o clube como um todo cresce durante o torneio sul-americano, principalmente com as rendas, o aumento de associados e o marketing.

Este ano, por exemplo, o quadro social do Inter saltou de 102 mil, em dezembro de 2014, para 116 mil associados durante a participação do time na Libertadores. Assim que houve a desclassificação diante do Tigres, no México, o número de sócios começou a minguar — assim como o de pagantes. Atualmente, a inadimplência é superior a 14% do quadro social, que não tem os números atualizados no Portal da Transparência desde 30 de setembro.

Os dirigentes do futebol, principalmente, prometem manter o nível de investimentos com ou sem Libertadores. Ou seja, a política de contratações e dispensas não será alterada seja qual for o resultado da última rodada do Brasileirão, neste domingo. Além de vencer o Cruzeiro em casa, o Inter precisa torcer por uma vitória do Goiás sobre o São Paulo no Serra Dourada.