Conforme antecipado pelo jornalista do Correio do Povo, Fabrício Falkowski, Abel Braga permanecerá no Inter e exercerá a função de diretor técnico. A confirmação foi dada nesta sexta-feira pelo presidente do clube, Alessandro Barcellos. Segundo o dirigente, a busca por um executivo e pelo novo treinador correm em paralelo com a participação direta de Abelão.
"Essa comunicação era importante e um passo necessário para recomposição do departamento. Isso deve ser acelerado a partir da confirmação com o Abel. Quero dizer que em nenhum momento ele desligou e está trabalhando conosco”, afirmou Barcellos.
Ao ser questionado sobre a definição do diretor executivo e do treinador, Barcellos colocou que o início da temporada está próximo e devido às circunstâncias pede que a procura destes professionais seja acelerada.
“As duas posições são importantíssimas, mas a busca corre em paralelo. O Abel está fazendo avaliações e fazendo sondagens. Isso é necessário para que a gente possa ir afunilando e anunciar nomes. O ideal é que tenhamos o executivo e o diretor técnico trabalhando o perfil do treinador, mas vamos começar a temporada daqui a 30 dias, com a estreia no Gauchão. Os atletas se apresentam no dia 3 de janeiro. As circunstâncias não permitem que a gente aguarde um desfecho mais demorado com o executivo para depois buscar o treinador”, explicou.
Credibilidade e renúncia
Barcellos considera que a temporada de 2025 é página virada. Admitiu que o Inter não foi bem em jogos cruciais no Beira-Rio e que o clube teve de lidar com a luta contra o rebaixamento por conta do baixo investimento na última janela de transferências. O presidente disse que não cogita renunciar e afirmou que considera um caminho perigoso para um clube que está se reestruturando.
"De maneira nenhuma vamos virar as costas. Nós estamos aqui para buscar soluções. Vamos trabalhar por um ano diferente para o clube. Acho que existem regras e vejo (a ideia de renúncia) como um caminho perigoso para uma instituição que vive uma instabilidade”, argumentou.
Ao ser questionado sobre a credibilidade do clube no mercado, Barcellos comentou que a situação é difícil para todos. “A realidade do futebol brasileiro é muito difícil, por mais que a gente queira só olhar o cenário do Inter. A dívida dos clubes da Série A dobraram. Poucos clubes estão com credibilidade. Eu conversei com um presidente de um clube que ascendeu para a Série A e ele afirmou que não vai ter como contratar atletas. Os salários que estão sendo praticados para jogadores médios são absurdos”, acrescentou.
Barcellos também reclamou com a imprensa sobre a notícia do clube estar com seis meses de salário atrasado. “Até gostaria de lembrar um episódio que quero considerar como um equívoco. O Inter nunca teve seis meses de atraso de salário. Isso foi noticiado e aconteceu na véspera de um jogo. O que isso faz com o torcedor? O que isso faz com o mercado? Para o ano que vem, a realidade é outra e muito clara. O Fair Play financeiro não deixa atrasar nada e obriga a resolução de pendências antigas até novembro de 2026”, disse.