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Inter: Barcellos vê modelo associativo desgastado e defende início de estudos sobre SAF

Presidente colorado, em entrevista à Rádio Guaíba, defendeu que clube comece a avaliar novos modelos, inclusives as SAFs

Presidente Barcellos defendeu que clube avalie novas formas de financiamento para não perder competitividade
Presidente Barcellos defendeu que clube avalie novas formas de financiamento para não perder competitividade Foto : Felipe Uhr/ CP / Especial

A maior parte dos torcedores, inclusive aqueles que integram o Conselho Deliberativo, é refratária à ideia de transformar o Inter em uma Sociedade Anônima do Futebol, a chamada SAF. Porém, já há uma parcela importante, ainda que silenciosa, de colorados que defendem que o atual modelo associativo manterá o clube longe dos títulos. Dentro da atual gestão, inclusive, há movimentos que visam buscar “novas formas de financiamento”, que podem incluir a formação de uma SAF.

O presidente Alessandro Barcellos, pessoalmente, não é favorável à ideia de o Inter seguir o caminho já trilhado por Botafogo, Cruzeiro e Vasco da Gama, por exemplo. Entretanto, até ele defende que o atual modelo está exaurido.

“Do ponto de vista do investimento e da competitividade, hoje, a gente vive em um modelo de sobrevivência. Nós estamos sobrevivendo, mas até quando ficaremos assim?”, perguntou o dirigente, nesta quarta-feira, em entrevista à Rádio Guaíba.

Ele defende que o clube inicie um estudo para analisar os modelos de SAF que existem não só no Brasil, mas em todo o mundo. E diz que a análise deve ser do clube como um todo, pois trata-se de um processo que transcenderá a atual gestão. “O Inter precisa avaliar o seu futuro e encontrar alternativas. Eu não acho que a SAF é a solução para o nosso clube. A SAF é só um dos meios que já existem, mas há outros. Temos que estudar os modelos de SAF que existem, pois outros clubes já estão fazendo isso”, disse o presidente, também durante a entrevista à Rádio Guaíba.

O que é SAF?

A Sociedade Anônima do Futebol ou SAF, como é conhecida, é um modelo de gestão que transforma os clubes em empresas, permitindo a entrada de investidores e a profissionalização da administração. O objetivo principal é reestruturar financeiramente as equipes, oferecendo maior transparência e atratividade para novos investimentos. Diferente do modelo associativo, em que os sócios têm maior controle sobre as decisões do clube, a SAF oferece um modelo mais corporativo, onde os investidores passam a ter voz ativa.

No Brasil, clubes tradicionais como Botafogo, Cruzeiro e Vasco da Gama já adotaram a SAF, buscando resolver problemas financeiros e aumentar sua competitividade no cenário nacional e internacional.

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