O trabalho começou na quinta-feira, minutos depois do empate com o Vitória por 2 a 2. Ainda no estádio do Vale, o diretor de futebol, Luis César Souto de Moura, reafirmou a crença na recuperação do time e negou qualquer possibilidade de mudança na comissão técnica. "Aqui não tem confusão. Esta é a comissão técnica e este é o grupo até o final do ano", afirmou o dirigente, deixando claro que não tomará medidas a partir do ponto de vista da torcida.
A operação teve seguimento ontem pela manhã, quando os jogadores voltaram ao CT Parque Gigante para começar os trabalhos visando à partida contra o Criciúma, domingo, no estádio Heriberto Hulse. Na beira do gramado, numa nítida demonstração de apoio a Dunga, estava Giovanni Luigi, figura normalmente pouco constante nos treinos cotidianos.
Outra medida será o abandono, pelo menos momentaneamente, do discurso de busca de título. A ideia é dar um tom mais "realista" para as manifestações do dirigentes. Eles usarão o "jogo a jogo" ao invés de falar de metas de médio e longo prazo. A priorização da Copa do Brasil ainda não será confirmada, pois a dirigentes creem que o time tenha condições de buscar pelo menos a vaga na Libertadores.
A operação de blindagem, porém, não terá sucesso se os maus resultados persistirem. Dunga já tem seu prestígio arranhado e não é unanimidade entre os torcedores. No final da partida contra o Vitória, por exemplo, foi chamado de burro por boa parte do público presente no estádio do Vale. "O torcedor tem o direito de cobrar. Ele quer ver o time vencer. Ele vem ao campo, paga o ingresso e tem direito de se expressar", minimizou o treinador, na coletiva.