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Inter blinda Dunga e espera arrancada no Brasileirão

Presidente Giovanni Luigi compareceu ao último treino para apoiar técnico

Inter blinda Dunga e espera arrancada no Brasileirão
Inter blinda Dunga e espera arrancada no Brasileirão Foto : Alexandre Lops / Inter / Divulgação CP
A direção do Inter, desde o presidente do Inter Giovanni Luigi, esforça-se para blindar Dunga após a série de revezes no Campeonato Brasileiro. O objetivo é oferecer tranquilidade para que o técnico consiga, junto com o grupo de jogadores, uma arrancada para buscar pelo menos uma vaga na Libertadores da América. Por enquanto, qualquer alteração de rumo está descartada.

O trabalho começou na quinta-feira, minutos depois do empate com o Vitória por 2 a 2. Ainda no estádio do Vale, o diretor de futebol, Luis César Souto de Moura, reafirmou a crença na recuperação do time e negou qualquer possibilidade de mudança na comissão técnica. "Aqui não tem confusão. Esta é a comissão técnica e este é o grupo até o final do ano", afirmou o dirigente, deixando claro que não tomará medidas a partir do ponto de vista da torcida.

A operação teve seguimento ontem pela manhã, quando os jogadores voltaram ao CT Parque Gigante para começar os trabalhos visando à partida contra o Criciúma, domingo, no estádio Heriberto Hulse. Na beira do gramado, numa nítida demonstração de apoio a Dunga, estava Giovanni Luigi, figura normalmente pouco constante nos treinos cotidianos.

Outra medida será o abandono, pelo menos momentaneamente, do discurso de busca de título. A ideia é dar um tom mais "realista" para as manifestações do dirigentes. Eles usarão o "jogo a jogo" ao invés de falar de metas de médio e longo prazo. A priorização da Copa do Brasil ainda não será confirmada, pois a dirigentes creem que o time tenha condições de buscar pelo menos a vaga na Libertadores.

A operação de blindagem, porém, não terá sucesso se os maus resultados persistirem. Dunga já tem seu prestígio arranhado e não é unanimidade entre os torcedores. No final da partida contra o Vitória, por exemplo, foi chamado de burro por boa parte do público presente no estádio do Vale. "O torcedor tem o direito de cobrar. Ele quer ver o time vencer. Ele vem ao campo, paga o ingresso e tem direito de se expressar", minimizou o treinador, na coletiva.

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