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Inter conquista o bicampeonato após 14 batalhas

Caminho até a final da Libertadores foi repleto de tropeços e armadilhas

Inter é bi-campeão da Libertadores
Inter é bi-campeão da Libertadores Foto : Pedro Revillion
Foram 14 batalhas até pintar a América de vermelho mais uma vez. A trajetória, que começou com uma virada sobre o Emelec, em 23 de fevereiro, terminou gloriosamente com Bolívar levantando a taça de campeão da Libertadores após a final com o Chivas, diante de um Beira-Rio lotado, já no final da noite dessa quarta-feira.

O caminho não foi fácil e repleto de tropeços e armadilhas, como as montadas nos alçapões argentinos ou nas alturas equatorianas. Ainda assim, o Inter superou tudo e pode se vangloriar do título de bicampeão da Libertadores.


Vitória na estreia, finalmente - Inter 2 x 1 Emelec

O Inter estreou na Libertadores como jamais havia feito: com vitória. E de virada. No primeiro gol, aos 3 minutos, o atacante Rojas lançou Quiroz. O meia avançou livre e chutou para o gol, sem chance para Abbondanzieri. O empate veio logo aos 7, quando Nei arriscou um chute de longe e entrou no ângulo. O triunfo apareceu quando Jorge Fossati mexeu no time. Nos últimos minutos, Alecsandro recebeu um passe de Walter e deu os números finais à partida.

Empate nas alturas - Deportivo 1 x 1 Inter

O segundo jogo do Colorado foi na altitude de Quito e a equipe jogou mal e sofreu para trazer um empate. Aos 33 minutos da primeira etapa, o Inter tentou impor a linha de impedimento e, mais uma vez, falhou. O ala-direito Minda concluiu para as redes. Mas o time colorado teve forças para reagir ainda no primeiro tempo. Aos 39, Alecsandro chutou de longe, a bola bateu no poste e se ofereceu para Edu. Ele deu o passe para Giuliano, que, de dentro da área, marcou.

Igualdade e desconfiança na fronteira - Cerro 0 x 0 Inter


A terceira partida colorada na Libertadores aconteceu em Rivera contra o uruguaio Cerro. A torcida esperava ver um time com um jogo mais fluido já que a escalação previa um 4-4-2, acomodando D'Alessandro, Giuliano, Edu e Alecsandro. Mas o que se viu foi um time com dificuldades de impor seu jogo. Nem mesmo a grande torcida colorada que compareceu ao Atílio Paiva conseguiu animar o time e mudar o placar, que teimou em ficar em branco.

Fim da crise - Inter 2 x 0 Cerro

O primeiro jogo do segundo turno da primeira fase ajudou o Inter a afastar a crise que rondava o Beira-Rio com a vitória sobre o Cerro por 2 a 0. A vitória, além de garantir o primeiro lugar no grupo, conservou Jorge Fossati no comando técnico da equipe. O primeiro gol colorado surgiu no segundo tempo depois de cruzamento de Walter, contando com o desvio do zagueiro Ibañez. Aos 26 minutos, Giuliano arriscou de fora da área e Alecsandro aproveitou o rebote para garantir a vitória.

Empate em Guayaquil - Emelec 0 x 0 Inter

O Inter perdeu a liderança do grupo em um empate sem gols em Guayaquil, no primeiro ponto conquistado pelo time equatoriano. Com o resultado, o Colorado ficou na obrigação de vencer a partida final contra o Deportivo Quito. O Emelec, que não tinha pretensão alguma na Libertadores, colocou em campo uma equipe mista e segurou o time de Fossati. Tanto o Emelec quanto o Inter tiveram chances para marcar, mas a bola ou parou nos goleiros ou nas traves.

Goleada no encerramento da primeira fase - Inter 3 x 0 Deportivo Quito

Precisando da vitória, o Inter despachou o Deportivo Quito com um sonoro 3 a 0 e conquistou a primeira posição da chave. Andrezinho abriu o placar aos 4 minutos após cobrança de escanteio de D'Alessandro. Na segunda etapa, Bolívar fez o gol da tranquilidade, aos 14. Nos acréscimos, Giuliano fez o terceiro.

Falha do juiz e tombo na Argentina - Banfield 3 x 1 Inter

A derrota por 3 a 1 para o Banfield no jogo de ida das oitavas de final foi a pior do Inter na Libertadores. O Colorado teria que vencer por dois gols de diferença no Beira-Rio para avançar às quartas de final. Logo no início do segundo tempo, Rodríguez abriu o placar. O Inter conseguiu empatar com um golaço de Kléber, porém, os argentinos pressionaram e fizeram mais dois gols com Battión e Fernandéz.

Beira-Rio faz a diferença - Inter 2 x 0 Banfield

Apoiado pela torcida no Beira-Rio, o Inter pressionou o Banfield desde o início no jogo de volta das oitavas de final. O time argentino se defendia bem e dificultou muito a partida. Somente aos 41min de jogo, o Inter conseguiu furar a retranca com um gol de Alecsandro. Mas faltava mais um para chegar à classificação e seguir sonhando com o bicampeonato da América. E o gol salvador surgiu aos 12 do segundo tempo. Eller cruzou para Walter garantir o Inter nas quartas de final.

Por una cabeza - Inter 1 x 0 Estudiantes


Dois anos depois de decidirem a Copa Sul-Americana, Inter e Estudiantes reeditaram o confronto. Os argentinos tinham a base do time campeão da América em 2009 e os brasileiros ainda sob o comando de Fossati tentavam encontrar o melhor futebol. No Beira-Rio, o Estudiantes controlou todo o jogo, mas sem ataque, sofreu o castigo no fim. Em cobrança de falta, Andrezinho cruzou para Sorondo. O uruguaio desviou de cabeça e deixou o Inter em vantagem.

No meio da fumaça, havia Giuliano - Estudiantes 2 x 1 Inter

Uma semana depois, em Quilmes, o Inter sofreu com a pressão da torcida do Estudiantes. Novamente sob a batuta do maestro Verón, o time argentino teve as ações do jogo. Em menos de meia hora, o placar já era de 2 a 0. O resultado dava a classificação aos argentinos. No entanto, no fim do jogo, enquanto a torcida fazia festa nas arquibancadas, Andrezinho lançou Giuliano. O talismã colorado, em meio à fumaça, fez o gol da classificação.

O predestinado de novo - Inter 1 x 0 São Paulo

O duelo com o tricolor paulista era uma espécie de final antecipada. No Beira-Rio, na estreia de Celso Roth na Libertadores, o Inter massacrou o time de Ricardo Gomes e o placar magro não refletiu o que foi o jogo. O São Paulo apenas se defendeu e não teve nenhuma chance de gol, ao contrário do Inter, que buscou o ataque todo o tempo e foi premiado com um belo gol de Giuliano aos 22 minutos do segundo tempo. O Inter levava uma boa vantagem para o Morumbi.

Outra vez, o Morumbi vira o Beira-Rio - São Paulo 2 x 1 Inter

Na obrigação de vencer o jogo, o São Paulo tentou partir para cima do Inter que, bem postado em campo, equilibrava a partida e administrava a vantagem construída no Beira-Rio. Mas aos 30 minutos de jogo, Alex Silva aproveitou uma falha de Renan e abriu o placar. A resposta veio aos seis do segundo tempo. D´Alessandro cobrou falta e Alecsandro empatou o embate. Logo em seguida, Ricardo Oliveira colocou o São Paulo novamente na frente, 2 a 1, mas não era o suficiente. Com o gol marcado fora de casa, o Inter garantiu vaga na grande final.

Azar da grama - Chivas 1 x 2 Inter

A primeira partida da final trouxe uma novidade que não foi bem recebida no Beira-Rio: o novíssimo estádio Omnilife, do Chivas, exibia grama sintética. Mas aquilo que pareceu ser uma dificuldade se mostrou um aliado para o bom toque de bola do Colorado. Apesar da superioridade, foram os mexicanos que marcaram primeiro, com Bautista. Na segunda etapa, aos 27 minutos, brilhou a estrela de Giuliano, que numa cabeceada, empatou a partida. E logo em seguida, aos 31, Índio escorou de cabeça para Bolívar, também de cabeça, colocar para o fundo da rede.

América vermelha - Inter 3 x 2 Chivas

O roteiro foi parecido. O Inter jogou melhor, pressionou, mas não conseguiu marcar. E, então, no finalzinho do primeiro tempo, o Chivas chega lá, aproveitando a única oportunidade real. Tensão, emoção no Beira-Rio. Mas o roteiro era parecido, lembra? No abafa, o Inter chegou lá. Primeiro com Rafael Sobis, depois com Leandro Damião, que recém havia entrado no jogo. Para a festa ter mais brilho, o artilheiro Giuliano também deixou o seu. No final do jogo, os mexicanos descontaram, mas não adiantava mais. A América era vermelha de novo.