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Inter corre contra o tempo para remontar vestiário para 2026

Às vésperas da nova temporada, clube não definiu novo departamento de futebol e ainda precisa trabalhar na reformulação do grupo de jogadores

Grupo colorado deverá passar por reforma visando a próxima temporada
Grupo colorado deverá passar por reforma visando a próxima temporada Foto : RICARDO DUARTE / INTER / CP

O Inter encerrou 2025 em apuros. A fuga do rebaixamento apenas na última rodada expôs um clube frágil nas decisões e incapaz de planejar o futuro. Agora, às portas de 2026, o cenário ainda é preocupante: enquanto os principais concorrentes já estruturam vestiários, comissão técnica e elenco, o Inter parte atrasado em praticamente todas as frentes. Hoje pela manhã, o presidente concederá uma entrevista coletiva no Beira-Rio, mas ela deverá se concentrar muito mais na avaliação da temporada que chega ao fim do que em anúncios sobre a nova cara do Inter para o ano que começa logo nas primeiras semanas de janeiro.

O tempo é o inimigo. O Campeonato Gaúcho inicia em 10 de janeiro e o Brasileirão, logo no fim do mês. Mesmo assim, o clube ainda não tem definido nem o próprio departamento de futebol. Depois das saídas do executivo André Mazzuco, do vice de futebol José Olavo Bisol e do diretor esportivo Andrés D’Alessandro, o presidente Alessandro Barcellos tenta, ao lado do Conselho de Gestão, reconstruir a estrutura, mas o processo avança lentamente.

A ordem interna é primeiro definir dirigentes para, em seguida, decidir quem comandará o time à beira do campo. No entanto, essa estratégia, embora lógica, cobra seu preço. O mercado já anda acelerado, e o Inter, mais uma vez, observa de trás. O clube fez sondagens e conhece as condições para contratar Martín Palermo, responsável por uma reação tardia no Fortaleza no Brasileirão, e de outros técnicos, mas não avança nas conversas justamente por não ter definido os principais dirigentes do futebol.

O atraso se repete no elenco. Para 2026, a reformulação é inevitável e profunda. O perfil do grupo deve mudar: menos veteranos caros, mais jogadores jovens, baratos e intensos, numa tentativa de evitar mais problemas. Só que, sem dinheiro e sem horizonte claro na mesa diretiva e na casamata, a montagem do elenco também patina.

Além disso, o Inter ainda precisa lidar com saídas praticamente certas. Vitão, cobiçado por clubes do Brasil e do exterior, deve deixar o Beira-Rio. Luis Otávio está de malas prontas para o Orlando City. E outros nomes ainda devem ser negociados para aliviar a folha e abrir espaço para reforços.

Outra indefinição envolve Abel Braga. O ex-treinador, que retomou a carreira especialmente para salvar o Inter do rebaixamento, já voltou ao Rio de Janeiro e, nos últimos dias, disse a pessoas próximas que dificilmente voltará a Porto Alegre. Apesar de manter boa relação com Barcellos, Abel gostaria de trabalhar na companhia de D’Alessandro, que já deixou o Inter.

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