Roth assumiu a equipe na oitava partida. Nas anteriores, revezaram-se Jorge Fossati e, quando este caiu depois de uma derrota para o Vasco da Gama, o interino Ênderson Moreira. Juntos, conquistaram apenas sete pontos. Ou seja, nesse período, o aproveitamento foi de apenas 33,3%.
A história do clube no Brasileirão mudou com a chegada de Roth ao Beira-Rio, no início do recesso para a disputa da Copa. "Explicação para tudo que ocorreu é simples: trabalho, visão tática correta, treino e mais treino. Por isso, o time tem um padrão de jogo, foi campeão da Libertadores e faz boa campanha no Brasileirão", observa o diretor de futebol Roberto Siegmann.
Logo de início, Roth conduziu o time em quatro vitórias consecutivas e, mesmo tendo de escalar reservas em algumas partidas devido à concomitância com a Libertadores - algo que já ocorrerá com seus antecessores -, houve uma reação praticamente imediata. Nas 14 partidas com Roth, o Inter conquistou 28 pontos, perfazendo aproveitamento de 66%.
Só para efeitos de comparação, Fluminense e Corinthians, atuais líderes do Brasileiro, tem 65% de aproveitamento. Além disso, em todas as simulações do vice-presidente de futebol, Fernando Carvalho, o campeão tem exatamente 66% de aproveitamento. "A história dos Brasileiros por pontos corridos mostra que o time que vencer todos os jogos em casa e empatar todos fora será o campeão. Ou seja, precisa conquistar quatro em cada seis pontos disputados", resume ele.
Amanhã, o time colorado entra em campo para enfrentar o Vasco da Gama, no estádio Beira-Rio, com o objetivo de prosseguir sua campanha de aproximação aos líderes. Celso Roth não contará com Giuliano, suspenso pelo terceiro cartão amarelo. Por isso, é provável que Edu receba nova oportunidade de iniciar uma partida.
Apesar dos desfalques certos - que também incluem Rafael Sobis -, a conquista dos três pontos é considerada uma obrigação pelos colorados. Além de o jogo ser em casa, o Vasco passa por uma fase claudicante na competição. Nos últimos sete jogos, empatou seis e venceu um.