“A proposta é não ter mais futebol em 2016”, explicou o dirigente, mesmo que a equipe esteja hoje na zona de rebaixamento e, terminando o Brasileirão assim, estaria na Série B no ano que vem. Piffero foi dúbio sobre acatar ou não o rebaixamento: “O que fazer, não sei”, disse ele, não esclarecendo se o Inter aceitaria ou não disputar a segunda divisão em 2017. “Eu não estou abrindo mão de nada, só estou falando de sentimento. O campeonato estaria incompleto”.
Questionado diretamente se o Inter aceitaria ser rebaixado, Piffero respondeu: “Não creio que esta seja a melhor situação. Eu coloquei um sentimento de dificuldade para realizar a última tarefa decorrente de um fato que abalou a todos. A solução, não sei te dizer, se tiver que ser essa, sinceramente não sei te dizer. Falo da dificuldade de fazer este ato, que é o último jogo”, afirmou.
Em seguida, após nova pergunta sobre a situação do Inter se o campeonato fosse antecipadamente encerrado, prometeu: “Vamos respeitar o que for definido”.
A entrevista gerou repercussões nas redes sociais logo em seguida. Devido a isso, a assessoria de imprensa do Inter enviou um vídeo, com objetivo de esclarecer o assunto:
Aqui o vídeo. Piffero não foi explícito como deveria ter sido, mas fala em "aceitar as decisões". Ou seja, o rebaixamento. pic.twitter.com/EgQB0zS4mP
— fabricio falkowski (@fabriciocpovo) 1 de dezembro de 2016
Apoio à Chapecoense
O dirigente justificou a posição por “não haver mais clima para futebol” após o acidente aéreo com a Chapecoense, no início da semana, no qual morreram 71 pessoas, sendo 19 do elenco catarinense. Como forma de apoio ao clube, Piffero contou que o Inter assinará um ofício, assim como outros clubes, requerendo à CBF que a Chapecoense esteja imune ao rebaixamento pelas próximas três temporadas, até 2019.
Jogadores falam em dificuldade emocional
Em suas declarações, antes da fala de Piffero, Alex ressaltou a dificuldade emocional em disputar uma partida logo após o acidente. Ceará afirmou que o grupo entrará em campo se for confirmada a rodada. “Mas por respeito aos familiares, não gostaríamos de jogar”, disse.